Nunes Marques pede análise urgente sobre “Exército de Lula”
Nova “batalha” de decisões entre ministros da corte eleitoral tem como ponto central canal que distribui conteúdo a favor do presidente Lula

Nunes Marques determina análise técnica sobre conteúdo contra Flávio Bolsonaro | Divulgação/Leobark Rodrigues/Secom/TSE
O ministro Kassio Nunes Marques, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação da Corte faça uma análise técnica, com máxima urgência, sobre a possível disseminação coordenada de conteúdo contra Flávio Bolsonaro no canal “Exército do Lula”, no WhatsApp.
No último final de semana houve uma batalha de liminares no tribunal. Nunes Marques chegou a suspender o canal, mas poucas horas depois o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou o restabelecimento provisório do “Exército do Lula” e encaminhou o caso para análise urgente do plenário do TSE.
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A página criada pelo deputado André Janones ultrapassou 3,3 milhões de seguidores em poucos dias e acabou sendo alvo de ação da campanha de Flávio.
No novo despacho assinado ainda no domingo, Nunes Marques solicita que a equipe técnica verifique se conteúdos idênticos ou semelhantes aos discutidos no processo estão circulando em outros canais e plataformas digitais. Também pede informações sobre uma eventual atuação coordenada para disseminar esse material.
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A assessoria deverá informar ainda quais providências foram adotadas e apresentar elementos técnicos que possam contribuir para a avaliação de possíveis riscos à integridade do processo eleitoral.
Reação nas campanhas
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou a atuação da Justiça Eleitoral como potencialmente tendenciosa e afirmou que sua campanha recorreria da suspensão. Durante um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, o presidente disse estar desconfiado do comportamento da Corte e questionou o que considera tratamento desigual entre os candidatos.
A campanha do candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, classificou como "estarrecedora" a decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que determinou o restabelecimento provisório do canal "Exército do Lula". Em nota divulgada neste domingo (11), a campanha acusou a Justiça Eleitoral de ser complacente com a disseminação de notícias falsas favoráveis ao presidente Lula.

























