Política

Gilmar arquiva investigação de estupro contra vice de Flávio

Ministro do STF acolheu pedido da PGR, que apontou contradições nos depoimentos sobre denúncia de estupro contra menor de idade

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Carla Araújo
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anuncia o deputado Alfredo Gaspar como o vice de sua chapa ao Palácio do Planalto 5 de agosto de 2026. REUTERS/Adriano Machado

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anuncia o deputado Alfredo Gaspar como o vice de sua chapa ao Palácio do Planalto 5 de agosto de 2026. REUTERS/Adriano Machado

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (6) o arquivamento do pedido de investigação contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) por suspeita de estupro. Gaspar é candidato à Vice-Presidência na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).

A informação foi revelada pelo portal Metrópoles e confirmada pelo SBT News.

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A investigação teve início após a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentarem uma denúncia à Polícia Federal, em março deste ano, acusando Gaspar de ter engravidado uma menina de 13 anos e oferecido R$ 70 mil para que ela não revelasse o caso.

A Polícia Federal então pediu autorização para investigar acusações apresentadas pelos dois parlamentares. Como o pedido envolvia um deputado federal, a questão foi examinada pelo STF.

Antes de decidir, Gilmar Mendes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizou diligências preliminares, como pedidos de informações a empresas, transcrição de áudios e complementação dos relatos dos noticiantes.

Após essas diligências, o ministro concluiu que esses arquivos não se confirmavam suficientemente entre si para sustentar a abertura de uma investigação formal.

“As capturas de tela, os arquivos de áudio, os dados relativos ao endereço eletrônico e à linha telefônica, bem como os relatos colhidos no curso das diligências preliminares, não se mostram suficientemente corroborados entre si nem encontram respaldo em elementos externos e independentes capazes de conferir consistência objetiva às imputações formuladas”, diz trecho do documento.

A denúncia veio à tona durante a apresentação do relatório final da CPMI do INSS, quando Gaspar pediu o indiciamento de Fábio Luís, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como "Lulinha".

Gaspar nega as acusações e apresentou um exame de DNA com o objetivo de comprovar que não é o pai da criança. O deputado também apresentou uma notícia-crime contra Lindbergh e Soraya, que tramita atualmente no STF.

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