Política

Gaspar: PF fará novas diligências sobre acusação de estupro

PGR pediu medidas complementares antes de decidir se solicita ao STF a abertura de inquérito contra o vice de Flávio; deputado nega qualquer infração

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O deputado Alfredo Gaspar durante leitura de seu relatório da CPMI do INSS | Geraldo Magela/Agência Senado

O deputado Alfredo Gaspar durante leitura de seu relatório da CPMI do INSS | Geraldo Magela/Agência Senado

A Polícia Federal fará novas diligências no caso envolvendo o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e acusado de estupro de vulnerável por adversários. Ele nega ter cometido o crime.

As medidas foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizadas pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo apurou o SBT News com fontes da Polícia Federal e do STF, até o momento, não há um inquérito formalmente instaurado contra o parlamentar. A PF pediu a abertura da investigação, mas a PGR decidiu solicitar diligências preliminares antes de emitir parecer sobre o pedido.

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Com a decisão de Gilmar Mendes, o procedimento retornou à Polícia Federal para o cumprimento das medidas. Após a conclusão das diligências, o caso será encaminhado novamente à PGR, que decidirá se pede ou não ao STF a abertura formal do inquérito.

Em março, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentaram uma notícia-crime à Polícia Federal acusando Gaspar, com quem trocaram ofensas no Congresso, de estupro de vulnerável. O deputado, por sua vez, apresentou queixa-crime contra os acusadores no STF.

Nos últimos meses, Gaspar atribuiu as denúncias de adversários à sua atuação na CPMI do INSS, na qual atuou como relator e pediu indiciamento de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

Ainda em março, o deputado divulgou um vídeo no qual a jovem citada na acusação nega ter sido estuprada pelo parlamentar e diz ser filha de primo dele, o magistrado Maurício Breda. Gaspar também divulgou um exame de DNA que comprovaria esse parentesco.

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