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Aliada de Trump que investigou universidades pede demissão

Harmeet Dhillon comandou investigações sobre políticas de diversidade e inclusão que julgava 'discriminar' candidatos brancos

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Por Sofia Pilagallo
Harmeet Dhillon, ex-chefe da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça dos EUA, em entrevista ao programa '60 Minutes', da CBS | Foto: Reprodução/Instagram/@pnjaban - 18.10.2026

Harmeet Dhillon, ex-chefe da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça dos EUA, em entrevista ao programa '60 Minutes', da CBS | Foto: Reprodução/Instagram/@pnjaban - 18.10.2026

A advogada Harmeet Dhillon, aliada do presidente Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (5) que renunciou ao cargo de chefe da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Ela ficou conhecida por iniciar investigações em universidades que, na visão do governo Trump, priorizavam indevidamente a diversidade e a inclusão, "discriminando" candidatos brancos.

Ao longo de seu mandato como procuradora-geral adjunta, que durou 18 meses, Dhillon se destacou como uma figura poderosa e controversa dentro do Departamento de Justiça de Trump. Ela mudou profundamente a atuação da divisão, criada durante o movimento pelos direitos civis nos EUA para proteger os direitos das minorias.

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Sua campanha de pressão contra as universidades resultou em diversos acordos e, em um caso, na renúncia do presidente da Universidade da Virgínia. James Ryan deixou o cargo em junho de 2025, enquanto o Departamento de Justiça investigava as políticas de diversidade, equidade e inclusão da instituição.

Dhillon também liderou uma ofensiva para que os estados entregassem ao governo federal seus cadastros eleitorais completos, incluindo dados pessoais dos eleitores. A iniciativa sofreu derrotas na Justiça, como em Michigan, onde um tribunal federal de apelações manteve a decisão que rejeitou o pedido.

Embora a renúncia tenha sido anunciada logo após as eleições, nas quais os democratas conquistaram uma vitória acachapante sobre os republicanos na Câmara dos Representantes e no Senado, Dhillon afirmou à Fox News que já havia tomado a decisão de deixar o cargo semanas antes. O anúncio foi feito agora a pedido da Casa Branca, que queria que ela permanecesse no cargo até depois das "midterms".

Em uma publicação no X, Dhillon afirmou que ocupar o cargo foi "a maior honra da minha vida" e agradeceu a Trump pela oportunidade. Ela também destacou o que considera parte do legado de seu mandato, como o início do desmonte de programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI, na sigla em inglês) que o governo Trump considera ilegais.

"Servir ao meu país como procuradora-geral adjunta para Direitos Civis foi a honra da minha vida. Demos início à queda do DEI ilegal, lutamos para proteger o esporte de mulheres e meninas e muito mais”, escreveu. "Quero agradecer ao presidente Trump por me dar esta oportunidade. Estou ansiosa pelo que vem a seguir!"

Também em uma publicação no X, o procurador-geral Todd Blanche agradeceu a Dhillon pelos serviços prestados ao país. Ele afirmou que a ex-procuradora-geral adjunta "liderou a Divisão de Direitos Civis com convicção, defendeu as liberdades civis de todos os americanos e aplicou a lei sem medo ou favoritismo".

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