O iFood entrou na Justiça de São Paulo contra a Keeta, plataforma de delivery controlada pela chinesa Meituan, por suposta concorrência desleal, prática de preços predatórios e aliciamento de restaurantes. A ação foi protocolada na quarta-feira (4) e pede que a concorrente interrompa as práticas comerciais questionadas, além do pagamento de indenização por danos materiais e morais.
O iFood também solicita indenização por danos materiais em valor a ser calculado posteriormente, R$ 200 mil por danos morais, e a aplicação de multa diária em caso de descumprimento de eventuais determinações judiciais.
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De acordo com a petição inicial do iFood, desde que entrou no mercado brasileiro, em outubro de 2025, a Keeta passou a oferecer descontos de até 60%, cupons de até R$ 200 e entregas gratuitas. Além de perícia econômico-financeira para analisar os custos, preços e subsídios praticados pela Keeta.
A ação sustenta que são utilizados recursos financeiros da controladora chinesa para oferecer descontos, cupons, frete grátis e comissões reduzidas, mesmo sem que as receitas da operação brasileira sejam suficientes para cobrir os custos. E afirma que a estratégia teria como objetivo conquistar rapidamente participação no mercado de delivery, enfraquecer concorrentes e, posteriormente, reduzir os benefícios oferecidos a consumidores e estabelecimentos.
O parecer aponta que as receitas líquidas por pedido da Keeta seriam negativas mesmo antes da dedução dos custos operacionais, já que os descontos superariam os valores arrecadados com comissões e taxas. A consultoria, entretanto, ressalva que não teve acesso aos custos efetivos de cada pedido realizado pela plataforma.
A reclamante diz que a capacidade financeira da Meituan permite que a Keeta sustente perdas por um período prolongado, criando uma vantagem competitiva que não estaria relacionada à eficiência operacional. E justifica que se adotasse condições comerciais semelhantes teria prejuízo superior a R$ 514 milhões por mês.
Além da política de preços, o processo questiona a atuação comercial da Keeta junto a restaurantes que mantêm contratos de exclusividade com o iFood.
Segundo a empresa brasileira, a concorrente teria criado uma equipe comercial formada predominantemente por ex-funcionários do iFood, para abordar estabelecimentos vinculados a esses acordos e oferecer incentivos financeiros para que rompessem os contratos.
Como parte das provas, o iFood apresenta transcrições de áudios atribuídos a um gerente da Keeta. Em uma das gravações, o profissional afirma integrar uma equipe criada especificamente para negociar com restaurantes exclusivos do iFood. Em outra, solicita capturas de tela do portal de parceiros, informações sobre pedidos e acesso ao contrato de exclusividade, com dados sobre taxas e multas.
A petição também reproduz um bilhete manuscrito atribuído a uma funcionária da Keeta que mencionaria a disponibilidade de recursos financeiros para viabilizar o rompimento dos contratos.
O iFood ainda aponta cláusulas de contratos apresentados como sendo da concorrente que exigiriam dos restaurantes informações comerciais, como volume de pedidos, taxas de comissão e cópias dos acordos de exclusividade. Os documentos também preveriam o ressarcimento de multas decorrentes da quebra desses contratos.
Ainda segundo a empresa brasileira, as condutas ultrapassam os limites da concorrência comercial e envolvem interferência em relações contratuais e obtenção de informações estratégicas e confidenciais.
A reportagem do SBT News entrou em contato com o iFood e com a Keeta, mas as empresas ainda não retornaram os pedidos de posicionamento.
iFood processa Keeta por concorrência deslealEmpresa acusa concorrente chinesa de subsidiar descontos para ganhar mercado e de incentivar estabelecimentos a romper contratos de exclusividadeEconomia2026-11-05T20:39:58.576ZO entrou na Justiça de São Paulo contra a Keeta, plataforma de delivery controlada pela chinesa Meituan, por suposta concorrência desleal, prática de preços predatórios e aliciamento de restaurantes. A ação foi protocolada na quarta-feira (4) e pede que a concorrente interrompa as práticas comerciais questionadas, além do pagamento de indenização por danos materiais e morais. O iFood também solicita indenização por danos materiais em valor a ser calculado posteriormente, R$ 200 mil por danos morais, e a aplicação de multa diária em caso de descumprimento de eventuais determinações judiciais. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . De acordo com a petição inicial do iFood, desde que entrou no mercado brasileiro, em outubro de 2025, a Keeta passou a oferecer descontos de até 60%, cupons de até R$ 200 e entregas gratuitas. Além de perícia econômico-financeira para analisar os custos, preços e subsídios praticados pela Keeta. A ação sustenta que são utilizados recursos financeiros da controladora chinesa para oferecer descontos, cupons, frete grátis e comissões reduzidas, mesmo sem que as receitas da operação brasileira sejam suficientes para cobrir os custos. E afirma que a estratégia teria como objetivo conquistar rapidamente participação no mercado de delivery, enfraquecer concorrentes e, posteriormente, reduzir os benefícios oferecidos a consumidores e estabelecimentos. O parecer aponta que as receitas líquidas por pedido da Keeta seriam negativas mesmo antes da dedução dos custos operacionais, já que os descontos superariam os valores arrecadados com comissões e taxas. A consultoria, entretanto, ressalva que não teve acesso aos custos efetivos de cada pedido realizado pela plataforma. A reclamante diz que a capacidade financeira da Meituan permite que a Keeta sustente perdas por um período prolongado, criando uma vantagem competitiva que não estaria relacionada à eficiência operacional. E justifica que se adotasse condições comerciais semelhantes teria prejuízo superior a R$ 514 milhões por mês. Acusação de aliciamento de restaurantes Além da política de preços, o processo questiona a atuação comercial da Keeta junto a restaurantes que mantêm contratos de exclusividade com o iFood. Segundo a empresa brasileira, a concorrente teria criado uma equipe comercial formada predominantemente por ex-funcionários do iFood, para abordar estabelecimentos vinculados a esses acordos e oferecer incentivos financeiros para que rompessem os contratos. Como parte das provas, o iFood apresenta transcrições de áudios atribuídos a um gerente da Keeta. Em uma das gravações, o profissional afirma integrar uma equipe criada especificamente para negociar com restaurantes exclusivos do iFood. Em outra, solicita capturas de tela do portal de parceiros, informações sobre pedidos e acesso ao contrato de exclusividade, com dados sobre taxas e multas. A petição também reproduz um bilhete manuscrito atribuído a uma funcionária da Keeta que mencionaria a disponibilidade de recursos financeiros para viabilizar o rompimento dos contratos. O iFood ainda aponta cláusulas de contratos apresentados como sendo da concorrente que exigiriam dos restaurantes informações comerciais, como volume de pedidos, taxas de comissão e cópias dos acordos de exclusividade. Os documentos também preveriam o ressarcimento de multas decorrentes da quebra desses contratos. Ainda segundo a empresa brasileira, as condutas ultrapassam os limites da concorrência comercial e envolvem interferência em relações contratuais e obtenção de informações estratégicas e confidenciais. A reportagem do SBT News entrou em contato com o iFood e com a Keeta, mas as empresas ainda não retornaram os pedidos de posicionamento. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/i-food-processa-keeta-por-concorrencia-desleal-1
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