iFood movimenta R$ 167 bi e supera PIB de 6 Estados
Pesquisa da Fipe aponta alta de 19% na atividade ligada à plataforma em 2025 e estima mais de 1% da população ocupada em postos associados à cadeia
SBT News
Motoqueiro de entrega com uma mochila do aplicativo Ifood | Reprodução
As atividades econômicas relacionadas ao iFood movimentaram R$ 167 bilhões no Brasil em 2025, alta de 19% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgado pela empresa nesta terça-feira (25), em Brasília. A pesquisa estima ainda que 1,18 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos estavam associados à cadeia da plataforma.
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O estudo calcula o impacto das atividades relacionadas ao aplicativo sobre diferentes setores da economia, não apenas o valor das transações realizadas diretamente na plataforma. Entram nessa conta efeitos sobre restaurantes, fornecedores de alimentos, embalagens, transporte e outros serviços envolvidos na produção e na entrega dos pedidos.
“O impacto do iFood na economia brasileira não está só nessa questão do aplicativo. Imaginando toda essa cadeia, o pequeno produtor rural que faz a abertura, o hortifruti que produz. O transporte isso para uma feira ou para o sacolão, a compra de estrutura, do bolinho de pote e da margarina, a produção, a compra de embalagem, todos os insumos, o transporte até estabelecimento e até a casa do consumido”, afirmou João Sabino, vice-presidente de Políticas Públicas do iFood, durante a apresentação.
Segundo a Fipe, o valor gerado pela cadeia correspondeu a 0,70% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A empresa afirma que o montante movimentado superou o PIB estimado individualmente de seis estados, sendo eles Rondônia, Tocantins, Sergipe, Acre, Amapá e Roraima.
“Quando a gente começou a fazer essa pesquisa, a nossa participação no PIB era de menos de 0,5%. Então, tem um crescimento aqui bastante expressivo em menos de seis anos, em praticamente cinco anos”, afirmou Débora Gershon, diretora de Políticas Públicas e Economia do iFood.
Desde 2020, segundo o levantamento, o valor movimentado pelas atividades relacionadas à plataforma cresceu 175%, ritmo 2,5 vezes superior ao crescimento do PIB nacional no período.
Efeito multiplicador
A Fipe também calcula o chamado efeito multiplicador das compras e estima que, para cada R$ 1.000 gastos em estabelecimentos por meio do iFood, outros R$ 1.399 sejam gerados no restante da economia, a partir dos impactos sobre diferentes atividades da cadeia produtiva, enquanto R$ 1.114 adicionais são arrecadados em impostos decorrentes dessa movimentação.
O cálculo considera os efeitos diretos, indiretos e induzidos das transações. A compra de uma refeição, por exemplo, gera demanda por ingredientes, embalagens, combustível e serviços de transporte, além da renda recebida pelos trabalhadores envolvidos nessas atividades.
Os postos de trabalho associados à cadeia também avançaram, com a estimativa de 1,18 milhão de empregos diretos e indiretos em 2025, alta superior a 10% em relação ao ano anterior e equivalente a mais de 1% da população ocupada brasileira.
iFood movimenta R$ 167 bi e supera PIB de 6 EstadosPesquisa da Fipe aponta alta de 19% na atividade ligada à plataforma em 2025 e estima mais de 1% da população ocupada em postos associados à cadeiaEconomia2026-08-25T16:06:32.383ZAs atividades econômicas relacionadas ao iFood movimentaram R$ 167 bilhões no Brasil em 2025, alta de 19% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgado pela empresa nesta terça-feira (25), em Brasília. A pesquisa estima ainda que 1,18 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos estavam associados à cadeia da plataforma. O estudo calcula o impacto das atividades relacionadas ao aplicativo sobre diferentes setores da economia, não apenas o valor das transações realizadas diretamente na plataforma. Entram nessa conta efeitos sobre restaurantes, fornecedores de alimentos, embalagens, transporte e outros serviços envolvidos na produção e na entrega dos pedidos. “O impacto do iFood na economia brasileira não está só nessa questão do aplicativo. Imaginando toda essa cadeia, o pequeno produtor rural que faz a abertura, o hortifruti que produz. O transporte isso para uma feira ou para o sacolão, a compra de estrutura, do bolinho de pote e da margarina, a produção, a compra de embalagem, todos os insumos, o transporte até estabelecimento e até a casa do consumido”, afirmou João Sabino, vice-presidente de Políticas Públicas do iFood, durante a apresentação. Segundo a Fipe, o valor gerado pela cadeia correspondeu a 0,70% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A empresa afirma que o montante movimentado superou o PIB estimado individualmente de seis estados, sendo eles Rondônia, Tocantins, Sergipe, Acre, Amapá e Roraima. “Quando a gente começou a fazer essa pesquisa, a nossa participação no PIB era de menos de 0,5%. Então, tem um crescimento aqui bastante expressivo em menos de seis anos, em praticamente cinco anos”, afirmou Débora Gershon, diretora de Políticas Públicas e Economia do iFood. Desde 2020, segundo o levantamento, o valor movimentado pelas atividades relacionadas à plataforma cresceu 175%, ritmo 2,5 vezes superior ao crescimento do PIB nacional no período. Efeito multiplicador A Fipe também calcula o chamado efeito multiplicador das compras e estima que, para cada R$ 1.000 gastos em estabelecimentos por meio do iFood, outros R$ 1.399 sejam gerados no restante da economia, a partir dos impactos sobre diferentes atividades da cadeia produtiva, enquanto R$ 1.114 adicionais são arrecadados em impostos decorrentes dessa movimentação. O cálculo considera os efeitos diretos, indiretos e induzidos das transações. A compra de uma refeição, por exemplo, gera demanda por ingredientes, embalagens, combustível e serviços de transporte, além da renda recebida pelos trabalhadores envolvidos nessas atividades. Os postos de trabalho associados à cadeia também avançaram, com a estimativa de 1,18 milhão de empregos diretos e indiretos em 2025, alta superior a 10% em relação ao ano anterior e equivalente a mais de 1% da população ocupada brasileira.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/i-food-movimenta-r-167-bi-e-supera-pib-de-6-estados
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