Economia

DF pede que STF considere BRB vítima no caso Master

Governo alega que banco estatal foi prejudicado pelas fraudes investigadas e pede a liberação imediata de valores bloqueados pela Justiça

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Por Beatriz Nogueira e José Matheus Santos
DF pede que STF considere BRB vítima no caso Master

O Governo do Distrito Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheça formalmente o Banco de Brasília (BRB) e o próprio Distrito Federal como vítimas das fraudes investigadas no caso Banco Master. Em petição encaminhada à Corte, o governo também solicitou a transferência imediata de R$ 2,245 bilhões em valores bloqueados durante as investigações para o patrimônio do banco estatal.

O pedido foi apresentado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), em documento datado de 27 de outubro e assinado pela procuradora-geral Diana de Almeida Ramos. A manifestação foi dirigida ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.

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Na argumentação, o governo sustenta que o BRB foi diretamente prejudicado pelas condutas investigadas e que o Distrito Federal também deve ser considerado lesado por ser o acionista controlador da instituição financeira.

Segundo a Procuradoria, eventuais prejuízos ao banco podem atingir o patrimônio público, por meio da desvalorização da participação acionária, da redução de resultados e dividendos e do risco de necessidade de aporte de recursos do Tesouro distrital.

Governo cita bloqueio de R$ 2,245 bilhões

O montante que o GDF pretende recuperar corresponde a mais de R$ 2 bilhões que já estão indisponíveis por determinação judicial. Os recursos foram bloqueados vinculados ao Inquérito que apura suspeitas de crimes financeiros relacionados ao Banco Master.

A Procuradoria argumenta que os valores têm origem em uma estrutura de movimentações financeiras envolvendo pessoas físicas e jurídicas que, segundo a manifestação, teriam atuado de maneira coordenada para viabilizar as irregularidades investigadas. Por isso, defende que o dinheiro seja destinado à reparação dos prejuízos causados ao BRB e ao Distrito Federal.

O documento também sustenta que a eventual divisão dos recursos entre os investigados não deve impedir a restituição integral às vítimas. Para embasar o pedido, a PGDF cita dispositivos do Código Penal e da Lei de Lavagem de Dinheiro, além de convenções internacionais que estabelecem o direito de pessoas e instituições prejudicadas à reparação dos danos.

Até o momento, a manifestação representa um pedido do governo distrital. A transferência dos recursos depende de decisão do Supremo Tribunal Federal.

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