A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou nesta quinta-feira (5), por unanimidade, a acusação formal que dá início ao impeachment do presidente Santiago Peña, mesmo após o anúncio de sua renúncia ao cargo. Foram 78 votos favoráveis. O processo segue agora para o Senado, responsável por julgar as acusações e decidir sobre a destituição.
A votação ocorreu em meio à crise provocada pelo fechamento do banco digital Ueno, que deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso aos recursos depositados na instituição. Peña foi acionista do grupo controlador do banco até março de 2025 e passou a ser alvo de acusações da oposição por possível conflito de interesses e irregularidades relacionadas ao caso. O pedido de impeachment também recebeu apoio de integrantes do próprio Partido Colorado, legenda governista.
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Com a renúncia de Peña, anunciada mais cedo, o vice-presidente Pedro Alliana deve assumir o comando do país, caso o Congresso aceite formalmente a saída do presidente. A renúncia será analisada em sessão prevista para as 17h (horário de Brasília). A Câmara já rejeitou, nesta quinta-feira, o pedido de impeachment contra Alliana, que integra o Partido Colorado e é aliado do ex-presidente Horacio Cartes.
A crise teve início após o Banco Central do Paraguai determinar, na terça-feira (3), o procedimento de resolução do Ueno Bank. A medida foi adotada depois que o órgão regulador identificou que o índice de solvência da instituição estava abaixo da metade do mínimo exigido pela legislação.
Controlado pelo Grupo Vázquez, o banco tem cerca de 3 milhões de clientes e administrava aproximadamente US$ 850 milhões (R$ 4,64 bilhões) em depósitos. Entre os investidores estava o Instituto de Previdência Social do Paraguai, que mantinha cerca de US$ 355 milhões (R$ 1,94 bilhão) aplicados na instituição.
Peña foi acionista do grupo responsável pelo Ueno até março de 2025. A intervenção do Banco Central provocou protestos de clientes em Assunção, que foram às ruas cobrar a liberação dos valores depositados. O episódio também levou à renúncia do então presidente do órgão regulador, Carlos Carvallo, que havia comandado a Financeira Ueno antes de assumir o cargo.
Com a saída de Peña, o vice-presidente Pedro Alliana, de 52 anos, deve assumir a Presidência, caso a renúncia seja aceita pelo Congresso. Integrante do Partido Colorado, ele foi governador do departamento de Ñeembucú entre 2008 e 2012 e deputado entre 2013 e 2023. Nesse período, presidiu a Câmara dos Deputados e comandou o partido, entre 2016 e 2023.
Alliana chegou à Vice-Presidência em 2023, como companheiro de chapa de Peña, e é uma das principais lideranças do grupo político ligado ao ex-presidente Horacio Cartes. Em abril de 2026, confirmou sua pré-candidatura à Presidência nas eleições de 2028, com o apoio de Cartes e do próprio Peña.
Câmara do Paraguai aprova impeachment de Peña após renúnciaPresidente anunciou renúncia ao cargo nesta quinta-feira (5); vice-presidente Pedro Alliana deve assumir o comandoMundo2026-11-05T18:24:57.672ZA Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou nesta quinta-feira (5), por unanimidade, a acusação formal que dá início ao impeachment do presidente Santiago Peña, mesmo após o anúncio de sua renúncia ao cargo. Foram 78 votos favoráveis. O processo segue agora para o Senado, responsável por julgar as acusações e decidir sobre a destituição. A votação ocorreu em meio à crise provocada pelo fechamento do banco digital Ueno, que deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso aos recursos depositados na instituição. Peña foi acionista do grupo controlador do banco até março de 2025 e passou a ser alvo de acusações da oposição por possível conflito de interesses e irregularidades relacionadas ao caso. O pedido de impeachment também recebeu apoio de integrantes do próprio Partido Colorado, legenda governista. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . Com a renúncia de Peña, anunciada mais cedo, o vice-presidente Pedro Alliana deve assumir o comando do país, caso o Congresso aceite formalmente a saída do presidente. A renúncia será analisada em sessão prevista para as 17h (horário de Brasília). A Câmara já rejeitou, nesta quinta-feira, o pedido de impeachment contra Alliana, que integra o Partido Colorado e é aliado do ex-presidente Horacio Cartes. A crise teve início após o Banco Central do Paraguai determinar, na terça-feira (3), o procedimento de resolução do Ueno Bank. A medida foi adotada depois que o órgão regulador identificou que o índice de solvência da instituição estava abaixo da metade do mínimo exigido pela legislação. Controlado pelo Grupo Vázquez, o banco tem cerca de 3 milhões de clientes e administrava aproximadamente US$ 850 milhões (R$ 4,64 bilhões) em depósitos. Entre os investidores estava o Instituto de Previdência Social do Paraguai, que mantinha cerca de US$ 355 milhões (R$ 1,94 bilhão) aplicados na instituição. Peña foi acionista do grupo responsável pelo Ueno até março de 2025. A intervenção do Banco Central provocou protestos de clientes em Assunção, que foram às ruas cobrar a liberação dos valores depositados. O episódio também levou à renúncia do então presidente do órgão regulador, Carlos Carvallo, que havia comandado a Financeira Ueno antes de assumir o cargo. Com a saída de Peña, o vice-presidente Pedro Alliana, de 52 anos, deve assumir a Presidência, caso a renúncia seja aceita pelo Congresso. Integrante do Partido Colorado, ele foi governador do departamento de Ñeembucú entre 2008 e 2012 e deputado entre 2013 e 2023. Nesse período, presidiu a Câmara dos Deputados e comandou o partido, entre 2016 e 2023. Alliana chegou à Vice-Presidência em 2023, como companheiro de chapa de Peña, e é uma das principais lideranças do grupo político ligado ao ex-presidente Horacio Cartes. Em abril de 2026, confirmou sua pré-candidatura à Presidência nas eleições de 2028, com o apoio de Cartes e do próprio Peña.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/camara-do-paraguai-aprova-impeachment-de-pena-apos-renuncia
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