Saúde

Mpox: Ministério da Saúde autoriza compra de 20 mil vacinas

Medida permite aquisição por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde para reforçar capacidade de resposta do SUS à doença

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Por SBT News
Vacina contra mpox | Divulgação/Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

Vacina contra mpox | Divulgação/Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

O Ministério da Saúde autorizou nesta semana a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

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A medida recebeu aval nessa quarta-feira (4) e deve tanto reforçar o estoque do imunizante no Brasil quanto, segundo a pasta, "garantir a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com as necessidades identificadas no monitoramento epidemiológico e nas ações de prevenção e controle da doença".

De acordo com dados do governo federal, o país tem, até o momento, 665 casos de mpox confirmados em 2026, número 94% inferior ao registrado em 2022, quando houve mais de 10 mil ocorrências.

Apesar da redução, o ministério ponderou que a ocorrência de novos casos "mantém a necessidade de vigilância e de disponibilidade de imunizantes para atender às demandas identificadas nos estados".

"A aquisição de novas doses tem caráter preventivo e estratégico, permitindo recompor estoques e assegurar a capacidade de resposta do SUS diante da evolução do cenário epidemiológico", acrescentou.

A estratégia nacional de vacinação contra mpox prioriza pessoas com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, grupo que possui risco maior de desenvolver formas graves da doença.

O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias. O ministério orienta que pacientes procurem Centros de Referência onde já realizam acompanhamento para cadastro e agendamento de vacinas.

Também podem receber doses remanescentes do imunizante pessoas com HIV/aids e CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.

A vacinação pós-exposição ao vírus é recomendada preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato. A aplicação também pode ser realizada em até 14 dias. Nesse intervalo, a efetividade para evitar a infecção é menor, mas a imunização pode contribuir para reduzir riscos de evolução para casos graves.

Como a mpox é transmitida?

A doença é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus. Embora também possa ser transmitida de animais para seres humanos, atualmente a principal forma de contágio ocorre entre pessoas.

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão acontece pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, como sangue e pus das feridas, e secreções respiratórias em situações de contato próximo e prolongado.

O vírus também pode ser transmitido por objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.

Quais são os sintomas?

Os sintomas costumam aparecer entre três e 16 dias após o contato com o vírus, mas esse intervalo pode chegar a 21 dias. As lesões na pele geralmente surgem alguns dias depois da febre, embora também possam ser o primeiro sinal da infecção.

Quem teve contato próximo com pessoas com suspeita ou confirmação da doença também deve procurar serviços de saúde.

Sintomas mais comuns:

  • Lesões ou erupções na pele;
  • Febre;
  • Ínguas (gânglios linfáticos inchados);
  • Dor de cabeça;
  • Dores no corpo;
  • Calafrios;
  • Fraqueza.

As lesões podem começar como manchas avermelhadas e evoluir para pequenas elevações, bolhas e feridas com pus. Com o passar dos dias, formam-se crostas, que se desprendem conforme a pele cicatriza.

Como outras doenças, entre elas herpes, sífilis e sarampo, podem apresentar sintomas semelhantes, a confirmação da mpox depende de exames laboratoriais. O diagnóstico é feito principalmente pelo teste de PCR, a partir de amostras coletadas das lesões.

A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até que todas as feridas estejam completamente cicatrizadas.

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