Economia

Durigan levará propostas a reunião de Lula com economistas

Declaração ocorre dois dias depois de o ministro afirmar que Lula vinha discutindo os rumos da economia com ele e não tinha agenda com outros economistas

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Por Caio Barcellos
Questionado sobre o que pretende defender, o ministro citou a revisão de benefícios e de despesas para que o governo alcance um superávit primário em 2027 | Divulgação/Ministério da Fazenda

Questionado sobre o que pretende defender, o ministro citou a revisão de benefícios e de despesas para que o governo alcance um superávit primário em 2027 | Divulgação/Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que levará à reunião convocada pelo presidente Lula (PT) com economistas propostas sobre o que o governo deve fazer nas próximas semanas.

“A reunião foi chamada pelo presidente da República. Ele me comunicou previamente. Eu não tenho maiores informações, a convocação não foi feita por aqui, mas é mais um esforço aqui da gente dividir os cenários, os diagnósticos e eu vou levar certamente as propostas, as ideias em termos gerais do que a gente deve fazer nas próximas semanas”, disse Durigan ao chegar ao Ministério da Fazenda, em Brasília.

Segundo ele, o encontro servirá para comparar diagnósticos sobre a economia. “Eu vou levar certamente as propostas, as ideias em termos gerais do que a gente deve fazer nas próximas semanas.”

A declaração ocorre dois dias depois de Durigan marcar posição e afirmar que Lula vinha discutindo os rumos da economia com a atual equipe do governo. Na terça-feira (3), questionado sobre uma possível conversa do presidente com o economista André Lara Resende, o ministro disse que não havia reunião agendada entre os dois e com nenhum outro economista.

“O presidente não tem agenda com outros economistas, ele tem tido agenda comigo. E nas agendas comigo, nós não estamos tratando de nada que justifique ao mercado ter uma posição de medo”, disse há dois dias.

Medidas fiscais após a COP

Embora pretenda apresentar ideias a Lula na reunião, Durigan indicou que o governo não deve anunciar medidas fiscais nos próximos dias. O ministro afirmou que conversa diariamente com o presidente e citou os preparativos para a viagem de Lula à conferência do clima das Nações Unidas (COP), n Turquia.

“Acho que quando o presidente voltar da viagem dele, a gente deve ter mais informações”, disse

Questionado sobre o que pretende defender, o ministro citou a revisão de benefícios e de despesas para que o governo alcance um superávit primário em 2027. Durigan defendeu ajustes graduais, com foco no que chamou de “corte de privilégio”, mas não especificou quais gastos pretende rever nem quanto espera economizar.

O ministro também relacionou a melhora das contas públicas à criação de condições para uma queda duradoura dos juros. Um dia depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manter a Selic em 13,75% ao ano, Durigan classificou o patamar como “muito ruim para a economia e para todos os setores”, inclusive o financeiro.

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