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França muda local de reunião do G7 em meio a protestos

Encontro entre ministros das Relações Exteriores do grupo foi transferido de Marselha para Paris

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Por André de Sena e com informações da Reuters
Protesto na capital da França, Paris | Reprodução/Reuters

Protesto na capital da França, Paris | Reprodução/Reuters

A França decidiu, de última hora, transferir uma reunião com os ministros das Relações Exteriores do G7 de Marselha para Paris em meio a onda de protestos que toma o país. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (5) pela agência de notícias Reuters, que teve acesso a um email enviado pelas autoridades francesas e ouviu três diplomatas a par do assunto.

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“Essa mudança se deve principalmente a razões logísticas e operacionais. A programação do G7 e do Fórum de Paz de Paris em um prazo muito apertado exige uma mobilização significativa de recursos humanos, equipamentos, segurança, hospedagem e transporte para as delegações”, diz a mensagem.

Apesar do local ter sido alterado, a data de início da reunião está mantida. Ela vai acontecer nos dias 9 e 10 de novembro. Além da França, o encontro deve contar com a participação de representantes de Reino Unido, Canadá, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, bem como a União Europeia.

As forças de segurança francesas têm enfrentado dificuldades para conter o movimento que teve início com protestos estudantis em setembro e escalou para manifestações mais amplas. Novos atos ocorreram nessa quinta-feira, em cidades como Paris, Marselha, Lyon e Nantes.

Na capital, estudantes bloquearam escolas e marcharam pelas ruas. Atos semelhantes ocorreram em Marselha. “Concretamente, [estamos pedindo] que invistam em todos os serviços públicos, não apenas na educação, porque os hospitais estão se deteriorando, as escolas estão se deteriorando”, disse um estudante de 17 anos.

Em Lyon, houve confrontos entre manifestantes e a polícia, que tentou conter a multidão com gás lacrimogênio. Os protestos e greves de funcionários públicos que tomam o país foram convocados por sindicatos, que pedem melhorias nos serviços públicos, na educação e no custo de vida.

Os distúrbios ocorrem em um momento no qual o governo francês tem dificuldade para fechar as contas. Eles também acontecem apenas cinco meses antes de uma eleição presidencial que poderá colocar a candidata de extrema-direita Marine Le Pen contra o rival de extrema-esquerda Jean-Luc Mélenchon em um segundo turno. Macron, que está cumprindo seu segundo mandato, não pode se candidatar novamente.

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