Política

Fachin nega domiciliar e mantém prisão de cunhado de Vorcaro

Ministro rejeitou pedido de prisão domiciliar humanitária de Fabiano Zettel e considerou que a medida seria insuficiente para conter riscos à investigação

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Por José Matheus Santos e Vicklin Moraes
Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro | Foto: reprodução/redes sociais

Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro | Foto: reprodução/redes sociais

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (5) os pedidos apresentados pela defesa de Fabiano Zettel e manteve a prisão preventiva do investigado no Complexo Penal da Penitenciária II de Potim, em São Paulo. Os advogados pediam a revogação da prisão, a aplicação de medidas cautelares alternativas ou a concessão de prisão domiciliar humanitária.

A decisão ocorre no mesmo dia em que Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, prestou depoimento e negou conhecer integrantes da chamada "Turma". O grupo é apontado pela Polícia Federal como um núcleo de intimidação e espionagem que obtinha dados sigilosos e atuava para remover conteúdos da internet a mando do ex-controlador do Banco Master.

Durante a oitiva, Zettel afirmou estar preso há nove meses e disse que não conhece os filhos gêmeos, que nasceram enquanto ele estava na prisão. Ele está preso desde março e é apontado pela investigação como operador financeiro do esquema ligado a Vorcaro, que também permanece atrás das grades.

Ao analisar o pedido de prisão domiciliar, Fachin destacou que a defesa não comprovou a ausência de uma rede de apoio familiar para cuidar da esposa e dos filhos recém-nascidos. O ministro também considerou o alto poder aquisitivo da família ao avaliar a possibilidade de assistência aos familiares.

Fachin concluiu que a prisão domiciliar seria insuficiente para conter os riscos concretos à ordem pública e à instrução criminal, justificando a manutenção da prisão preventiva.

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