CCJ do Senado vota hoje proposta que acaba com escala 6x1
Texto estabelece jornada de 40 horas semanais, com dois dias de descanso, sem redução salarial
Camila Stucaluc
Carteira de Trabalho | Reprodução
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve votar, nesta quarta-feira (2), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 – composta por seis dias de trabalho e um de descanso. O texto é o primeiro item da reunião, programada para começar às 9h.
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Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, a proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais (limitada a 8 horas diárias), com dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um preferencialmente aos domingos. A mudança deve ocorrer sem redução salarial.
A ideia é reduzir a jornada gradualmente, num período de 14 meses. Segundo o texto, a mudança começará a valer 60 dias após a promulgação. Nesta primeira etapa, o limite semanal de trabalho cairá para 42h, já com a obrigatoriedade de dois dias de descanso semanal remunerado, e, depois de um ano, para 40h.
Na prática, a proposta tende a substituir a escala 6x1 pelo modelo 5x2 – cinco dias de trabalho e dois de descanso. O texto não obriga, contudo, que as folgas ocorram em dias consecutivos, permitindo escalas flexíveis conforme acordos coletivos, convenções e necessidades operacionais.
A proposta será votada pela comissão após ser destravada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ao comentar sobre a tramitação do texto, o relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que “a expectativa é boa” para a aprovação.
“É o primeiro item da pauta. A gente espera aprovar na comissão e pedir um calendário especial para votar em Plenário”, disse Aziz. Segundo ele, adotando-se um calendário especial, a PEC pode acelerar prazos e ritos e ser votada em dois turnos na mesma sessão do Plenário.
Já se houver pedido de vista, a tendência é conceder um prazo mais restrito, como algumas horas. Aziz reafirmou que vai manter o relatório da Câmara, sem alterações. O senador, porém, admitiu que há casos específicos de algumas categorias – como a área de transportes, de saúde ou trabalhadores em alto mar – que serão discutidos no futuro, por meio de leis complementares.
Saúde mental
Ao todo, o governo calcula que 37,2 milhões de trabalhadores têm jornadas acima de 40 horas semanais — o equivalente a aproximadamente 74% dos celetistas. Destes, cerca de 14 milhões de brasileiros trabalham na escala 6x1, com apenas um dia de descanso.
Ao ampliar o tempo livre, o projeto busca melhorar a qualidade de vida, fortalecer a convivência familiar e reduzir impactos na saúde. Em 2025, o país registrou cerca de 540 mil afastamentos por doenças psicossociais relacionadas ao trabalho, como ansiedade, estresse e burnout. Cinco anos atrás, em 2020, o número de beneficiários pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) era de 200 mil.
Oposição
Paralelamente, ganha força no Senado uma outra proposta que propõe uma jornada flexível, com o pagamento por horas trabalhadas. Há mais de 40 assinaturas em apoio ao texto apresentado pelo líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN). Tal proposta, inclusive, já foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
CCJ do Senado vota hoje proposta que acaba com escala 6x1Texto estabelece jornada de 40 horas semanais, com dois dias de descanso, sem redução salarialPolítica2026-09-02T08:49:00.000ZA Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve votar, nesta quarta-feira (2), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 – composta por seis dias de trabalho e um de descanso. O texto é o primeiro item da reunião, programada para começar às 9h. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. em maio, a proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais (limitada a 8 horas diárias), com dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um preferencialmente aos domingos. A mudança deve ocorrer sem redução salarial. A ideia é reduzir a jornada gradualmente, num período de 14 meses. Segundo o texto, a mudança começará a valer 60 dias após a promulgação. Nesta primeira etapa, o limite semanal de trabalho cairá para 42h, já com a obrigatoriedade de dois dias de descanso semanal remunerado, e, depois de um ano, para 40h. Na prática, a proposta tende a substituir a escala 6x1 pelo modelo 5x2 – cinco dias de trabalho e dois de descanso. O texto não obriga, contudo, que as folgas ocorram em dias consecutivos, permitindo escalas flexíveis conforme acordos coletivos, convenções e necessidades operacionais. A proposta será votada pela comissão após ser , Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ao comentar sobre a tramitação do texto, o relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que “” para a aprovação. “É o primeiro item da pauta. A gente espera aprovar na comissão e pedir um calendário especial para votar em Plenário”, disse Aziz. Segundo ele, adotando-se um calendário especial, a PEC pode acelerar prazos e ritos e ser votada em dois turnos na mesma sessão do Plenário. Já se houver pedido de vista, a tendência é conceder um prazo mais restrito, como algumas horas. Aziz reafirmou que vai manter o relatório da Câmara, sem alterações. O senador, porém, admitiu que há casos específicos de algumas categorias – como a área de transportes, de saúde ou trabalhadores em alto mar – que serão discutidos no futuro, por meio de leis complementares. Saúde mental Ao todo, o governo calcula que 37,2 milhões de trabalhadores têm jornadas acima de 40 horas semanais — o equivalente a aproximadamente 74% dos celetistas. Destes, cerca de 14 milhões de brasileiros trabalham na escala 6x1, com apenas um dia de descanso. Ao ampliar o tempo livre, o projeto busca melhorar a qualidade de vida, fortalecer a convivência familiar e reduzir impactos na saúde. Em 2025, o , como ansiedade, estresse e burnout. Cinco anos atrás, em 2020, o número de beneficiários pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) era de 200 mil. Oposição Paralelamente, ganha força no Senado uma outra, com o pagamento por horas trabalhadas. Há mais de 40 assinaturas em apoio ao texto apresentado pelo líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN). Tal proposta, inclusive, já foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça do Senado.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/ccj-do-senado-vota-hoje-proposta-que-acaba-com-escala-6x1