Política

Omar Aziz descarta votar fim da 6x1 só após eleição

CCJ analisará a PEC na quarta-feira (2) e relator quer acelerar tramitação para levar texto ao plenário do Senado no mesmo dia

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Jessica Cardoso, Márcia Lorenzatto
O senador Omar Aziz, relator da PEC para o fim da 6x1 | Carlos Moura/Agência Senado

O senador Omar Aziz, relator da PEC para o fim da 6x1 | Carlos Moura/Agência Senado

O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, afirmou nesta terça-feira (1º) que não trabalha com a possibilidade de a proposta ser votada apenas depois das eleições.

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“Não. Acho que não. Vamos votar amanhã. Eu não trabalho com essa possibilidade. Eu trabalho com a possibilidade de lutar e brigar para a gente votar amanhã. É a lógica. Nós estamos fazendo esforço concentrado. Para que o esforço concentrado se não é para votar as matérias?”, declarou Aziz a jornalistas.

A PEC é o primeiro item da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que se reúne às 9h de quarta-feira (2), durante a semana de esforço concentrado.

Segundo Aziz, a perspectiva para a votação na comissão é positiva. Ele disse acreditar que a proposta será aprovada com facilidade.

“Eu quero ver o cara dar um tiro na cabeça. Vocês não noticiam suicídio, mas votar contra isso lá na hora ou criar algum tipo de coisa… não creio que alguém vai ser contra votar uma matéria dessa”, declarou.

O relator afirmou ainda que pretende pedir um calendário especial para levar a matéria ao plenário no mesmo dia após a análise na CCJ.

O calendário especial permite acelerar a tramitação da PEC no Senado, reduzindo ou dispensando alguns prazos e intervalos previstos no regimento.

A medida, no entanto, não altera as regras constitucionais para a aprovação de uma PEC. O texto ainda precisa ser votado em dois turnos no plenário e receber o apoio de pelo menos três quintos dos senadores, ou seja, 49 votos, em cada uma das votações.

Aziz também voltou a afirmar que manterá o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Segundo ele, no entanto, será necessário discutir como a mudança poderá ser aplicada a alguns segmentos específicos, como no caso de trabalhadores de plataformas de petróleo, aviação, navegação e transporte de carga.

“Tem uma transição e nessa transição nós temos que fazer ou leis complementares ou PEC”, disse.

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