Alcolumbre indica ritmo mais lento para PEC 6x1 no Senado
Presidente da Casa declarou que o texto precisa de "tempo razoável" para análise sem influência da pressão eleitoral
Victor Schneider
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou nesta terça-feira (2) que a análise da PEC que acaba com a escala 6x1 levará mais tempo que o planejado pelo governo Lula (PT) para avançar na Casa Alta.
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Em tom de desabafo no plenário, Alcolumbre afirmou que o ritmo de toque de caixa imposto na Câmara – que levou menos de um mês da instalação da comissão especial até a aprovação do texto em plenário – não será replicado e que o Senado não se resume a "carimbar" tudo o que vem da Câmara.
Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, por outro lado, o texto foi cozinhado por mais tempo, mas um prazo equivalente não está nos interesses dos governistas. A pressão é pela aprovação o mais rápido possível a tempo de colher benefícios em outubro. Mas, conforme Alcolumbre, “muitas das vezes o que é razoável não pode vir à tona por causa da eleição”.
"Uma manifestação pessoal: espero que o Senado possa ter o tempo razoável para se desobrigar dessa proposta com tamanha envergadura, ouvindo os setores e trabalhadores. Espero que possamos ter um aperfeiçoamento desse texto se couber. Seria razoável se melhorássemos, com calma, sem pressa", afirmou.
O texto aprovado na Câmara estabelece dois prazos para a redução da jornada de trabalho e a extinção da escala de seis dias de trabalho por um de descanso. Dois meses após a promulgação da PEC, a jornada cairá de 44h para 42h e os trabalhadores passarão a ter o direito a dois dias de folga por semana, com uma preferencialmente aos domingos. Um ano depois dessa data, o total de trabalho semanal passa a ser de 40h.
Nesse ritmo, o ideal para o governo é ter o texto promulgado pelo Senado no máximo até o fim deste mês, considerando que os efeitos da medida começariam só no fim de agosto, pouco mais de um mês antes do pleito. Há de se considerar também o recesso parlamentar de 18 a 31 de julho.
Em contraponto à proposta aprovada na Câmara, ganha força no Senado uma outra PEC que propõe uma jornada flexível, com o pagamento por horas trabalhadas. Há 41 assinaturas em apoio ao texto apresentado pelo líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN). Essa proposta, inclusive, já foi encaminhada à CCJ do Senado, enquanto a PEC governista segue estacionada.
Alcolumbre disse que terá reunião na próxima semana com líderes e o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), para alinhar como será o trâmite da proposta no Senado.
Antes de ir a plenário, o texto precisa passar ao menos por essa comissão, responsável por analisar a constitucionalidade e a conformidade legal da matéria. Mas Alcolumbrei indicou que outras comissões devem estar no caminho da PEC antes da apreciacão no plenário.
Alcolumbre indica ritmo mais lento para PEC 6x1 no SenadoPresidente da Casa declarou que o texto precisa de "tempo razoável" para análise sem influência da pressão eleitoral
Política2026-06-02T21:36:54.442ZO presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou nesta terça-feira (2) que a análise da PEC que acaba com a escala 6x1 levará mais tempo que o planejado pelo governo Lula (PT) para avançar na Casa Alta. Em tom de desabafo no plenário, Alcolumbre afirmou que o ritmo de toque de caixa imposto na Câmara – que levou menos de um mês da instalação da comissão especial até a aprovação do texto em plenário – não será replicado e que o Senado não se resume a "carimbar" tudo o que vem da Câmara. + Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, por outro lado, o texto foi cozinhado por mais tempo, mas um prazo equivalente não está nos interesses dos governistas. A pressão é pela aprovação o mais rápido possível a tempo de colher benefícios em outubro. Mas, conforme Alcolumbre, “muitas das vezes o que é razoável não pode vir à tona por causa da eleição”. "Uma manifestação pessoal: espero que o Senado possa ter o tempo razoável para se desobrigar dessa proposta com tamanha envergadura, ouvindo os setores e trabalhadores. Espero que possamos ter um aperfeiçoamento desse texto se couber. Seria razoável se melhorássemos, com calma, sem pressa", afirmou. O texto aprovado na Câmara estabelece dois prazos para a redução da jornada de trabalho e a extinção da escala de seis dias de trabalho por um de descanso. Dois meses após a promulgação da PEC, a jornada cairá de 44h para 42h e os trabalhadores passarão a ter o direito a dois dias de folga por semana, com uma preferencialmente aos domingos. Um ano depois dessa data, o total de trabalho semanal passa a ser de 40h. Nesse ritmo, o ideal para o governo é ter o texto promulgado pelo Senado no máximo até o fim deste mês, considerando que os efeitos da medida começariam só no fim de agosto, pouco mais de um mês antes do pleito. Há de se considerar também o recesso parlamentar de 18 a 31 de julho. Em contraponto à proposta aprovada na Câmara, com o pagamento por horas trabalhadas. Há 41 assinaturas em apoio ao texto apresentado pelo líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN). Essa proposta, inclusive, já foi encaminhada à CCJ do Senado, enquanto a PEC governista segue estacionada. Alcolumbre disse que terá reunião na próxima semana com líderes e o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), para alinhar como será o trâmite da proposta no Senado. Antes de ir a plenário, o texto precisa passar ao menos por essa comissão, responsável por analisar a constitucionalidade e a conformidade legal da matéria. Mas Alcolumbrei indicou que outras comissões devem estar no caminho da PEC antes da apreciacão no plenário. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/alcolumbre-indica-ritmo-mais-lento-para-pec-6x1-no-senado
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