Política

Lula critica movimento da oposição contra fim da escala 6x1

Presidente afirma que governo segue "mobilizado" pela aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC), em tramitação no Senado

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Felipe Moraes
Presidente Lula (PT) discursa durante reunião no Palácio do Planalto | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula (PT) discursa durante reunião no Palácio do Planalto | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta segunda-feira (24), sem citar nomes, um suposto movimento da oposição contra a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 sem redução salarial. O texto tramita no Senado Federal e chegou na última sexta (21) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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"Tem gente que joga contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, mas o nosso governo está mobilizado para a aprovação do fim da escala 6x1, sem redução do salário. O povo trabalhador que movimenta este país merece ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e para acompanhar o crescimento dos filhos. É sobre tempo para a família", escreveu o mandatário, em postagem nas redes sociais.
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O jornal O Globo publicou uma reportagem nesta segunda (24) sobre uma mobilização que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teria feito com aliados para impedir a votação da matéria antes das eleições.

Na avaliação de opositores do governo, a aprovação significaria uma vitória eleitoral de Lula, que abraçou o fim da 6x1 como uma das principais bandeiras de campanha à reeleição e do governo.

Aprovada em maio pela Câmara dos Deputados, a proposta foi destravada no Senado após recente reaproximação entre o petista e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Na sexta, o governo emplacou aliados nas relatorias tanto na PEC do fim da 6x1 quanto na da segurança pública, também remetida por Alcolumbre à CCJ: Omar Aziz (PSD-AM) e Rogério Carvalho (PT-SE).

Aziz pode apresentar relatório já na semana que vem, o segundo período de esforço concentrado no Congresso Nacional antes das eleições — o primeiro ocorreu de 10 a 14 de agosto.

Caso aprovada na CCJ, a proposta também precisa conquistar apoio de três quintos no plenário de senadores, em dois turnos — o que equivale a um mínimo de 49 votos.

Coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou ao colunista Iander Porcella, do SBT News, não ver "tempo hábil" para aprovação da PEC "se o regimento for cumprido".

Além de apostar no calendário apertado, a oposição estuda apresentar pedidos de vista (mais tempo para análise) para atrasar a tramitação na CCJ.

O próprio Marinho é autor de uma proposta alternativa ao fim da 6x1, com flexibilização da jornada de trabalho, remuneração por hora trabalhada e acordo entre empregador e empregado.

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