'Não vejo tempo hábil para 6x1', diz coordenador de Flávio
Oposição aposta em calendário apertado para evitar que Lula consiga aprovar, durante o período eleitoral, uma das suas principais bandeiras de campanha

Senador Rogério Marinho (PL-RN) | Divulgação/Carlos Moura/Agência Senado
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, disse à Coluna que não vê tempo hábil para a aprovação da proposta de fim da escala 6x1 antes das eleições, caso o regimento interno do Senado seja cumprido à risca.
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O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), tem feito uma série de acenos ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas a oposição aposta no calendário apertado para evitar que o petista consiga aprovar no Congresso, durante o período eleitoral, uma das suas principais bandeiras de campanha.
“Não veja tempo hábil se o regimento for cumprido”, declarou Marinho. A oposição estuda apresentar pedidos de vista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para protelar a tramitação.
Na semana passada, Alcolumbre escalou um dos principais aliados de Lula no Senado para relatar a PEC: o senador Omar Aziz (PSD-AM), candidato ao governo do Amazonas com apoio do presidente da República.
Aziz pretende apresentar seu relatório na CCJ na semana que vem, quando ocorrerá o segundo esforço concentrado de votações do Congresso durante o período de campanha eleitoral. O senador, contudo, não garante que haverá votação do texto na comissão.
Depois de passar na CCJ, a PEC também precisaria ser votada no plenário do Senado.
Marinho é autor de uma proposta que prevê uma flexibilização da jornada de trabalho, com remuneração por hora trabalhada e acordo entre empregador e empregado, como alternativa ao fim da escala 6x1. A PEC governista reduz a escalada de trabalho sem redução salarial.
Nas últimas semanas, Alcolumbre tem se reaproximado de Lula. Os dois estavam praticamente rompidos politicamente desde que uma articulação do senador resultou na rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), em derrota histórica do governo.
Alcolumbre tem destravado a pauta do governo para agradar a Lula de olho nas eleições do Amapá e também em sua tentativa de reeleição à presidência do Senado em 2027.
























