Cidades

Suspeito de participar da execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes é morto no Paraná

Umberto Alberto Gomes teria entrado em confronto com os policiais, segundo secretário de Segurança Pública de São Paulo

Avatar de Emanuelle Menezes
Avatar de Robinson Cerantula
Emanuelle Menezes, Robinson Cerantula
30/09/2025, 14:06 • Atualizado em 01/10/2025, 02:33
compartilhar

Um suspeito de participar da execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi morto na manhã desta terça-feira (30), em Curitiba, no Paraná. A informação foi confirmada em um vídeo pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, e pelo atual delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Umberto Alberto Gomes, de 39 anos, era considerado foragido. Ao ser identificado pelos investigadores, ele escapou de um cerco formado pela Polícia Civil na última terça-feira (23) e fugiu para o Paraná.

Segundo Dian, policiais da Força Tarefa responsável pela investigação da morte de Fontes descobriram o paradeiro do suspeito e foram para o estado no sábado (27). Nesta terça, no momento da prisão, houve um confronto e Umberto acabou atingido por tiros.

"Esse indivíduo preferiu entrar em confronto com os policiais aqui de São Paulo, com apoio dos policiais do Paraná, e foi neutralizado", afirmou Dian em vídeo.

Umberto foi identificado por meio de impressões digitais encontradas em uma casa usada pelos criminosos, em Mongaguá, no litoral paulista. O imóvel, mostrado em primeira mão pelo SBT, fica a 27 quilômetros do local onde o ex-delegado foi morto, em Praia Grande. Na casa, peritos encontraram digitais e material genético em diversos pontos.

Em entrevista para jornalistas, no início da tarde desta terça, Derrite afirmou que, segundo o serviço de inteligência, Umberto pertencia ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Condenado por roubo e organização criminosa, o suspeito tinha passagens por cadeias de cinco cidades diferentes.

Ainda de acordo com o secretário, além das digitais encontradas, dados do sistema de telefonia comprovaram que Umberto estava no local do crime. "O trabalho de inteligência da Polícia Civil, de investigação robusto que tem sido feito, colocou literalmente ele na cena do crime, no dia e na hora do assassinato", disse.

Derrite também destacou que um dos presos citou o suspeito em depoimento, dizendo inclusive que ele seria um dos atiradores que executou Fontes.

Outros suspeitos

No total, dos oito suspeitos de participação na morte de Ruy Ferraz Fontes identificados até agora, quatro estão presos:

Outros três seguem foragidos: Luiz Antonio Rodrigues de Miranda, Felipe Avelino da Silva e Flávio Henrique Ferreira de Souza.

Felipe, conhecido como Mascherano, possui passagens pela polícia desde a adolescência, envolvendo tráfico de drogas e roubo. As impressões digitais dele e de Flávio foram encontradas em um dos veículos utilizados no crime.

Felipe Avelino da Silva e Flávio Henrique Ferreira de Souza | Reprodução/SSP-SP
Felipe Avelino da Silva e Flávio Henrique Ferreira de Souza | Reprodução/SSP-SP

Já Luiz Antonio foi identificado como o homem que pagou Dahesly para resgatar o fuzil na Praia Grande. Segundo os investigadores, a mulher – que foi a primeira detida por suposto envolvimento no caso – reconheceu Luiz por fotografia.

Luiz Antonio Rodrigues de Miranda | Reprodução
Luiz Antonio Rodrigues de Miranda | Reprodução

Ruy Ferraz Fontes foi morto a tiros na noite de 15 de setembro, momentos após deixar a Secretaria de Administração em Praia Grande, no litoral paulista, onde trabalhava. A execução do ex-delegado aconteceu na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, no bairro Nova Mirim, e foi registrada por câmeras de monitoramento.

Reconhecido por ser a primeira autoridade a combater a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e por prender Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe máximo do grupo, Fontes era constantemente citado como inimigo pela liderança do PCC, o que reforça a suspeita de que o atentado tenha sido uma retaliação planejada.

Além da possibilidade de vingança, as autoridades também trabalham com a hipótese de que a atuação dele à frente da Secretaria de Administração da Prefeitura da Praia Grande tenha contrariado criminosos.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Imagem da notícia: Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Imagem da notícia: PM entrega flores à mulher salva após pedido de pizza

PM entrega flores à mulher salva após pedido de pizza

Imagem da notícia: Soberania defendida é a do povo brasileiro, diz Flávio

Soberania defendida é a do povo brasileiro, diz Flávio

Imagem da notícia: Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Agente do ICE é preso por atirar em venezuelano

Imagem da notícia: Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Conselho de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

Imagem da notícia: PM entrega flores à mulher salva após pedido de pizza

PM entrega flores à mulher salva após pedido de pizza

Imagem da notícia: Soberania defendida é a do povo brasileiro, diz Flávio

Soberania defendida é a do povo brasileiro, diz Flávio

Últimas notícias

PEC da 6x1 não chegou à CCJ e não vai “furar fila”, diz Otto

Presidente da comissão no Senado aguarda o envio da proposta por Davi Alcolumbre

CV e PCC já estão sujeitos a bloqueios econômicos pelos EUA

Facções foram incluídas na lista da OFAC nesta sexta (29), um dia depois de o Departamento de Estado anunciar que vai designá-las como terroristas

Ibovespa fecha maio com queda de 7%, a pior desde fevereiro de 2023

Já o dólar teve a maior alta mensal desde julho de 2025, subindo em maio 1,71%.

PCC e CV terroristas: o que pode mudar para o mercado financeiro no Brasil

Designação ativa restrições legais, criminaliza qualquer forma de apoio às facções e permite bloqueio de ativos

Irã contesta EUA e diz que ainda não decidiu sobre acordo

Presidente dos EUA afirmou que há avanços nas negociações, mas autoridades iranianas negaram pontos centrais do possível entendimento

Deolane é indiciada por lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Influenciadora foi apontada como peça-chave em esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa; outros 7 foram indiciados, incluindo Marcola