Cuba promete se defender de “agressões terroristas e mercenárias”
Declaração acontece um dia depois de Havana ter anunciado que matou quatro exilados a bordo de uma lancha registrada na Flórida


Reuters
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (26) que o país se defenderá contra “agressões terroristas e mercenárias”, um dia depois de Havana ter anunciado que matou quatro exilados a bordo de uma lancha registrada na Flórida que entrou em águas cubanas e abriu fogo contra uma patrulha.
O governo cubano disse que as pessoas na lancha no incidente de quarta-feira eram cubanos antigoverno, alguns dos quais já eram procurados por planejar ataques. Seis pessoas na lancha ficaram feridas, diz Cuba.
“Cuba não ataca nem ameaça”, escreveu Díaz-Canel no X. “Afirmamos isso em repetidas ocasiões e reafirmamos hoje: Cuba se defenderá com determinação e firmeza.”
O incidente ocorreu em um momento de tensões crescentes com os Estados Unidos, que bloquearam os embarques de petróleo para a ilha em uma tentativa de pressionar o governo comunista, após capturar e prender o presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Cuba.
A escassez de combustível afetou os transportes e agravou os cortes de energia na maior ilha do Caribe, onde a rede elétrica depende do petróleo importado. A Venezuela era o principal fornecedor de petróleo de Cuba, mas não envia remessas desde dezembro.
A ONU tem alertado para uma crise humanitária se as necessidades energéticas de Cuba não forem atendidas.
Na quinta-feira, a Rússia — um dos últimos fornecedores de petróleo de Cuba, embora não tenha dado uma data para seu próximo carregamento — pediu moderação e chamou o incidente de “provocação agressiva dos Estados Unidos”.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que seu governo iria investigar o incidente de forma independente.
“Ainda estamos reunindo os fatos”, disse ele aos repórteres. “Em geral, não tomamos decisões nos Estados Unidos com base no que as autoridades cubanas dizem.”








