Gleisi diz que presidente da CPMI deu golpe em aprovação de quebra de sigilo de Lulinha
Ministra defende base governista e diz ao SBT News que não houve “cochilo”; recurso será apresentado por Paulo Pimenta (PT-RS)



Basília Rodrigues
Iander Porcella
A ministra de relações institucionais, Gleisi Hoffman (PT), acusou o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, de aplicar um golpe na votação que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
Ao SBT News, ela defendeu a atuação da base aliada e disse que o governo vai recorrer da decisão.
Segundo a ministra, o governo “não cochilou”, disse.
“Foi golpe do presidente da CPMI. Temos maioria. Tínhamos ganhado a votação anterior. Ele não contou os votos. Fez votação simbólica, e tratorou ao anunciar o resultado.. Vamos recorrer disso”, declarou.
A ação de recorrer será liderada na CPMI pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).
A derrota do governo nesta quinta-feira (26) foi comparada à falha na articulação política que ocorreu no ano passado durante a instalação do colegiado. Na ocasião, lideranças governistas se atrasaram para a reunião e permitiram que a oposição conseguisse emplacar o presidente e o relator da comissão.
Depois desse revés, o Planalto assumiu as rédeas da CPMI e, até agora, vinha tendo êxito em evitar a quebra de sigilo do filho do presidente.








