Fim da escala 6x1: veja como votou cada partido no plenário
Proposta reduz jornada semanal de 44 para 40 horas e teve ampla maioria em dois turnos na Câmara


Fim da escala 6x1: votação teve 472 votos favoráveis e 22 contrários no primeiro turno | Reprodução
A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos, nesta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas de forma escalonada. O texto agora segue para análise do Senado Federal.
No primeiro turno, a proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. Já no segundo turno, o placar foi de 461 votos a favor e 19 contra. Para aprovação, eram necessários ao menos 308 votos em cada etapa.
A PEC teve apoio majoritário em praticamente todos os partidos da Câmara. Apenas o Partido Novo, com quatro deputados, e o Missão, representado apenas pelo deputado Kim Kataguiri, registraram votos majoritariamente contrários.
No Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro e oposição ao governo Lula, 83 deputados votaram a favor da proposta no primeiro turno, enquanto 11 parlamentares foram contrários.
Entre os parlamentares do PL que votaram contra a proposta no primeiro turno estão: Bibo Nunes, Caroline De Toni, Julia Zanatta e Rosangela Moro e Zé Trovão.
Nikolas Ferreira, que mais cedo protestou contra a proposta, votou sim nos dois turnos.
Todos os 65 deputados do PT votaram favoravelmente nos dois turnos.
Veja como votou cada partido na PEC do fim da escala 6x1
1º turno - (472 votos favoráveis e 22 contrários)
- PL: 83 votos favoráveis, 11 contrários e 3 ausentes
- PT: 65 votos favoráveis e 0 contrários
- União Brasil: 46 votos favoráveis, 2 contrários e 2 ausentes
- PSD: 47 votos favoráveis e 1 contrário
- PP: 42 votos favoráveis, 1 contrário e 4 ausentes
- Republicanos: 41 votos favoráveis e 2 ausentes
- MDB: 32 votos favoráveis, 2 contrários e 4 ausentes
- Podemos: 27 votos favoráveis
- PSDB: 17 votos favoráveis e 1 ausente
- PSB: 17 votos favoráveis
- PSOL: 12 votos favoráveis
- PCdoB: 11 votos favoráveis
- PDT: 8 votos favoráveis e 1 ausente
- Solidariedade: 6 votos favoráveis
- PV: 6 votos favoráveis
- Novo: 4 votos contrários e 1 ausente
- Avante: 5 votos favoráveis
- Rede: 4 votos favoráveis
- PRD: 2 votos favoráveis
- Cidadania: 1 ausente
- Missão: 1 voto contrário
2º turno (461 votos a favor e 19 contrários)
- PL: 81 votos favoráveis, 9 contrários e 7 ausentes
- PT: 65 votos favoráveis
- União Brasil: 47 votos favoráveis e 2 ausentes
- PSD: 41 votos favoráveis e 6 ausentes
- PP: 40 votos favoráveis, 1 contrário e 6 ausentes
- Republicanos: 39 votos favoráveis e 4 ausentes
- MDB: 33 votos favoráveis, 2 contrários e 3 ausentes
- Podemos: 27 votos favoráveis
- PSDB: 16 votos favoráveis e 2 ausentes
- PSB: 16 votos favoráveis e 1 ausente
- PSOL: 12 votos favoráveis
- PCdoB: 11 votos favoráveis
- PDT: 9 votos favoráveis
- Solidariedade: 6 votos favoráveis
- PV: 6 votos favoráveis
- Novo: 4 votos contrários e 1 ausente
- Avante: 5 votos favoráveis
- Rede: 4 votos favoráveis
- PRD: 2 votos favoráveis
- Cidadania: 1 ausente
- Missão: 1 voto contrário
Quais são os próximos passos?
O texto agora segue para análise no Senado Federal, onde precisará de ao menos 49 votos favoráveis também em dois turnos de votação.
O cronograma, porém, ficará a cargo do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Como mostrou o SBT News, o senador tem dito a aliados que não pretende criar obstáculos à tramitação da proposta.
Caso os senadores cumpram o prazo esperado pelo governo e votem o texto até o fim de junho, as mudanças poderão começar a valer entre o fim de agosto e o começo de setembro, cerca de um mês antes do pleito.















