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Irã responde ataque dos EUA com bombardeios no Oriente Médio

Mísseis foram reportados no Bahrein e no Kuwait; Jordânia e Emirados Árabes também relataram ter interceptado os projéteis

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Camila Stucaluc
14/07/2026, 06:40 • Atualizado em 14/07/2026, 06:53
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Irã responde e ataca bases militares dos EUA no Golfo | Reprodução/Reuters

Irã responde e ataca bases militares dos EUA no Golfo | Reprodução/Reuters

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) lançou, nesta terça-feira (14), novos ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. A ofensiva ocorreu em retaliação aos bombardeios norte-americanos nas proximidades do Estreito de Ormuz, na noite anterior.

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Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês), foram atacadas defesas aéreas iranianas, estações de mísseis e drones, além de capacidades marítimas. Ao todo, foram cinco horas de bombardeios, sobretudo no sul do país.

Em retaliação, as tropas iranianas lançaram mísseis e drones contra bases militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait. A Jordânia, que não faz parte do Golfo, mas também conta com presença militar dos Estados Unidos, relatou ter interceptado quatro mísseis lançados do território iraniano.

Além disso, dois petroleiros associados aos Emirados Árabes Unidos que atravessavam o Estreito de Ormuz foram atacados por mísseis de cruzeiro iranianos. Um tripulante morreu e outros oito ficaram feridos, o que fez o Abu Dhabi ameaçar retaliar Teerã.

“Condenamos esse ataque flagrante, considerado uma violação grave e uma clara violação do direito internacional que ameaça a segurança e a estabilidade da região. Os Emirados Árabes Unidos reservam seu pleno direito de responder a essa escalada e de tomar todas as medidas necessárias para proteger seu território, seus cidadãos e residentes”, disse o governo.

Retomada de ataques

Estados Unidos e Irã voltaram a trocar hostilidades na última semana, em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz. A rota marítima, que fica entre o Irã e a Península Arábica, é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial.

O primeiro ataque foi feito por Washington, em retaliação ao que chamou de “ofensiva iraniana” contra três petroleiros que navegavam pelo Estreito de Ormuz. Teerã respondeu lançando mísseis contra bases militares norte-americanas no Golfo Pérsico, resultando em novas retaliações.

Os ataques colocam em xeque o memorando de entendimento assinado pelos países em junho, que estipulou 60 dias de cessar-fogo para as delegações avançarem nas negociações para um acordo definitivo. Na última quarta-feira (8), o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a trégua havia acabado.

Além do impacto militar na região, a escalada no Estreito de Ormuz já afeta diretamente o mercado global de energia, pressionando os preços do petróleo. Na segunda-feira (13), o preço do barril do tipo Brent subiu quase 10%, sendo negociado a US$ 83. Sem o impacto da guerra, o produto é cotado entre US$ 50 e US$ 75.

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