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Drone que atingiu base militar no Chipre não foi lançado do Irã, diz Reino Unido

Origem do projétil não foi especificada; Chipre acredita que lançamento tenha sido feito do Líbano

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Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer | Flickr

O Ministério da Defesa do Reino Unido informou, na quarta-feira (4), que o drone que atingiu a base militar britânica em Akrotiri, no Chipre, principal para operações no Oriente Médio, não foi lançado do Irã. A origem do projétil, no entanto, não foi especificada pela pasta.

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O ataque aconteceu na segunda-feira (2). O drone foi identificado como modelo Shahed, desenvolvido e fabricado no Irã, o que levou a especulações sobre o lançamento ter sido feito por Teerã, em possível retaliação à autorização do Reino Unidos para que os Estados Unidos utilizassem as bases britânicas na região em ataques defensivos contra o Irã.

À estatal RIK, o porta-voz adjunto do Chipre, Yiannis Antoniou, afirmou que o drone foi lançado do Líbano. Se confirmado, o ataque pode estar ligado ao Hezbollah, aliado do Irã. O grupo vem lançando mísseis e drones contra alvos norte-americanos e israelenses desde o início da semana, em retaliação à operação conjunta dos países contra o regime iraniano.

Em meio à extensão do conflito, o Reino Unido anunciou o envio do navio de guerra de ponta, o HMS Dragon, e helicópteros Wildcat, que combatem drones, para o Mediterrâneo Oriental, visando reforçar as defesas britânicas na região. Jatos F-35B da RAF também operam na área para interceptar ameaças.

“Estamos nos movendo rapidamente para reforçar ainda mais nossa presença defensiva no Mediterrâneo Oriental. O HMS Dragon oferece capacidade de defesa aérea de classe mundial, e nossos helicópteros Wildcat estão armados com mísseis Martlet para enfrentar a crescente ameaça de drones”, disse o Secretário de Defesa britânico, John Healey.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no sábado (28). O bombardeio, que deixou mais de 500 mortos, ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear.

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Na última semana, representantes iranianos e norte-americanos se encontram na Suíça para debater um novo acordo nuclear. Eles haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Na manhã de sábado, no entanto, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques de 2025, resultando em novos bombardeios, desta vez em parceria com Israel. Em retaliação aos ataques, Teerã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Um ataque direto aos Estados Unidos também foi prometido pelos iranianos.

O conflito se expandiu após o Hezbollah, aliado do Irã, lançar mísseis contra Israel, que respondeu atacando alvos em todo o Líbano, país onde o grupo é dominante. Além disso, drones iranianos atingiram bases militares europeias no Oriente Médio. A ação resultou em um comunicado conjunto entre França, Alemanha e Reino Unido, que sugeriram a possibilidade de entrar no conflito para "a defesa de seus interesses e de seus aliados".

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