Flávio sobe tom e chama chefe da PF de ‘pau-mandado do Lula’
Senador afirma ser alvo de perseguição e acusa a imprensa de criar uma narrativa para desumanizá-lo e atacá-lo
Jessica Cardoso
O senador Flávio Bolsonaro | Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elevou o tom contra a Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (23) e chamou o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, de "pau-mandado do Lula". Segundo ele, a direção da PF impede que a instituição exerça sua autonomia, embora tenha feito uma ressalva de que a crítica não se estende aos policiais federais.
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“O que aconteceu a partir do governo Lula é algo nunca antes visto na história do Brasil, começando pelo chefe da Polícia Federal, alguém que está ali, pau-mandado do Lula, claramente não deixa que a Polícia Federal exerça a sua autonomia”, disse durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube.
Na ocasião, Flávio também afirmou ser “claramente uma pessoa altamente perseguida” e atribuiu as críticas que recebe a uma suposta campanha da imprensa para desgastar sua imagem. Segundo ele, há uma "construção de narrativa" baseada em acusações "infundadas" e sem provas com o objetivo de desumanizá-lo e atacá-lo.
O parlamentar declarou ainda que o tratamento dispensado a ele segue o mesmo "modus operandi" que, segundo afirmou, foi usado contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“A perseguição é desproporcional. Não adianta eu ficar me explicando ponto a ponto cada vez que me acusam de alguma coisa porque não tem nada, mas cria-se essa atmosfera [...]. Eu não sou investigado em absolutamente nada. É só a imprensa me julgando e me condenando todos os dias, 24 horas por dia”, afirmou.
Flávio também comentou brevemente a reportagem sobre supostas notas fiscais emitidas por seu escritório de advocacia em favor de empresas apontadas como integrantes da estrutura empresarial ligada a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Segundo documento obtido pelo portal Metrópoles, o escritório de advocacia do senador teria emitido e cancelado, em 7 de abril de 2025, duas notas fiscais que somavam R$ 1 milhão em favor da Copenhagen Consultoria. De acordo com o site, a empresa é apontada como de fachada e teria sido utilizada por Vorcaro para movimentar recursos do Banco Master.
Ao comentar o caso, Flávio negou irregularidades e afirmou que vem sendo acusado por supostamente não aceitar prestar serviços à empresa.
“Gente, estou sendo acusado de não aceitar trabalhar para uma empresa que supostamente tem alguma coisa com o Vorcaro. E quem recebeu o dinheiro de verdade, dando alguma contrapartida pública, [...] esse pessoal você não vê a grande mídia falando. Eu respeito o trabalho da imprensa, mas está descarado. Está desproporcional [...] Eles não vão parar, inclusive depois que eu virar presidente da República”, disse.
Para o senador, a divulgação das notas fiscais representa uma quebra do sigilo de seu escritório de advocacia, já que, segundo ele, o documento só poderia estar em poder do próprio escritório ou de algum órgão do governo e não deveria ter sido tornado público.
Flávio sobe tom e chama chefe da PF de ‘pau-mandado do Lula’Senador afirma ser alvo de perseguição e acusa a imprensa de criar uma narrativa para desumanizá-lo e atacá-loPolítica2026-07-23T23:28:53.642ZO senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elevou o tom contra a Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (23) e chamou o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, de "pau-mandado do Lula". Segundo ele, a direção da PF impede que a instituição exerça sua autonomia, embora tenha feito uma ressalva de que a crítica não se estende aos policiais federais. “O que aconteceu a partir do governo Lula é algo nunca antes visto na história do Brasil, começando pelo chefe da Polícia Federal, alguém que está ali, pau-mandado do Lula, claramente não deixa que a Polícia Federal exerça a sua autonomia”, disse durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube. Na ocasião, Flávio também afirmou ser “claramente uma pessoa altamente perseguida” e atribuiu as críticas que recebe a uma suposta campanha da imprensa para desgastar sua imagem. Segundo ele, há uma "construção de narrativa" baseada em acusações "infundadas" e sem provas com o objetivo de desumanizá-lo e atacá-lo. O parlamentar declarou ainda que o tratamento dispensado a ele segue o mesmo "modus operandi" que, segundo afirmou, foi usado contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “A perseguição é desproporcional. Não adianta eu ficar me explicando ponto a ponto cada vez que me acusam de alguma coisa porque não tem nada, mas cria-se essa atmosfera [...]. Eu não sou investigado em absolutamente nada. É só a imprensa me julgando e me condenando todos os dias, 24 horas por dia”, afirmou. Flávio também comentou brevemente a reportagem sobre supostas notas fiscais emitidas por seu escritório de advocacia em favor de empresas apontadas como integrantes da estrutura empresarial ligada a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo documento obtido pelo portal Metrópoles, o escritório de advocacia do senador teria emitido e cancelado, em 7 de abril de 2025, duas notas fiscais que somavam R$ 1 milhão em favor da Copenhagen Consultoria. De acordo com o site, a empresa é apontada como de fachada e teria sido utilizada por Vorcaro para movimentar recursos do Banco Master. Ao comentar o caso, Flávio negou irregularidades e afirmou que vem sendo acusado por supostamente não aceitar prestar serviços à empresa. “Gente, estou sendo acusado de não aceitar trabalhar para uma empresa que supostamente tem alguma coisa com o Vorcaro. E quem recebeu o dinheiro de verdade, dando alguma contrapartida pública, [...] esse pessoal você não vê a grande mídia falando. Eu respeito o trabalho da imprensa, mas está descarado. Está desproporcional [...] Eles não vão parar, inclusive depois que eu virar presidente da República”, disse. Para o senador, a divulgação das notas fiscais representa uma quebra do sigilo de seu escritório de advocacia, já que, segundo ele, o documento só poderia estar em poder do próprio escritório ou de algum órgão do governo e não deveria ter sido tornado público. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/flavio-sobe-tom-e-chama-chefe-da-pf-de-pau-mandado-do-lula
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