Dupla é presa por vender remédios abortivos no Rio
Segundo a Polícia Civil, suspeitas mantinham esquema de venda ilegal de medicamentos abortivos e cobravam por orientações
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SBT Brasil
Duas mulheres foram presas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada na venda ilegal de medicamentos abortivos. Segundo a Polícia Civil, além de comercializar os remédios, elas ofereciam orientações sobre o uso das substâncias e cobravam até R$ 500 por um serviço de "assistência" durante a madrugada.
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As investigadas foram identificadas como Priscilla Fernanda Monteiro de Souza, de 43 anos, e Nayara Pereira Silva, de 32 anos. De acordo com a investigação, nenhuma delas possui formação ou especialização na área da saúde.
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As apurações começaram após uma denúncia anônima de uma mulher que afirmou ter pago por um medicamento que nunca foi entregue. A partir da investigação, os policiais identificaram um grupo em um aplicativo de mensagens com cerca de 200 mulheres. Segundo a polícia, as suspeitas enviavam uma tabela de preços em que os valores variavam conforme o estágio da gestação.
Em entrevista, o promotor de Justiça Bruno Gangoni comparou o esquema a um "delivery do aborto".
"Eu diria que era um delivery do aborto. A pessoa entrava, já recebia uma mensagem padrão com a quantidade de medicamento que ela tinha que tomar, dependendo das semanas de gestação", afirmou.
Ainda segundo a investigação, o grupo atuava havia mais de três anos e prestava orientações para mulheres de diferentes estados, incluindo São Paulo e o Distrito Federal.
Polícia apura crimes de exercício ilegal da medicina
De acordo com a Polícia Civil, as suspeitas ofereciam orientações sobre a utilização dos medicamentos, mesmo sem qualquer habilitação profissional para atuar na área médica. As investigações apontam que elas ainda cobravam um valor adicional pelo atendimento prestado durante a noite.
A delegada responsável pelo caso afirmou que o conteúdo compartilhado no grupo de mensagens chamou a atenção dos investigadores. Segundo ela, havia fotografias de fetos utilizadas para indicar que os procedimentos haviam sido concluídos, material que passou a integrar a investigação.
Suspeitas também são investigadas por lavagem de dinheiro
Além da prisão, a Polícia Civil apura a possível prática dos crimes de exercício ilegal da medicina, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
As investigações continuam para identificar outras pessoas que possam ter participado do esquema e esclarecer a dimensão da atuação do grupo.
Dupla é presa por vender remédios abortivos no RioSegundo a Polícia Civil, suspeitas mantinham esquema de venda ilegal de medicamentos abortivos e cobravam por orientaçõesBrasil2026-07-23T23:50:09.962ZDuas mulheres foram presas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada na venda ilegal de medicamentos abortivos. Segundo a Polícia Civil, além de comercializar os remédios, elas ofereciam orientações sobre o uso das substâncias e cobravam até R$ 500 por um serviço de "assistência" durante a madrugada. As investigadas foram identificadas como Priscilla Fernanda Monteiro de Souza, de 43 anos, e Nayara Pereira Silva, de 32 anos. De acordo com a investigação, nenhuma delas possui formação ou especialização na área da saúde. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. As apurações começaram após uma denúncia anônima de uma mulher que afirmou ter pago por um medicamento que nunca foi entregue. A partir da investigação, os policiais identificaram um grupo em um aplicativo de mensagens com cerca de 200 mulheres. Segundo a polícia, as suspeitas enviavam uma tabela de preços em que os valores variavam conforme o estágio da gestação. Em entrevista, o promotor de Justiça Bruno Gangoni comparou o esquema a um "delivery do aborto". + "Eu diria que era um delivery do aborto. A pessoa entrava, já recebia uma mensagem padrão com a quantidade de medicamento que ela tinha que tomar, dependendo das semanas de gestação", afirmou. Ainda segundo a investigação, o grupo atuava havia mais de três anos e prestava orientações para mulheres de diferentes estados, incluindo São Paulo e o Distrito Federal. Polícia apura crimes de exercício ilegal da medicina De acordo com a Polícia Civil, as suspeitas ofereciam orientações sobre a utilização dos medicamentos, mesmo sem qualquer habilitação profissional para atuar na área médica. As investigações apontam que elas ainda cobravam um valor adicional pelo atendimento prestado durante a noite. A delegada responsável pelo caso afirmou que o conteúdo compartilhado no grupo de mensagens chamou a atenção dos investigadores. Segundo ela, havia fotografias de fetos utilizadas para indicar que os procedimentos haviam sido concluídos, material que passou a integrar a investigação. Suspeitas também são investigadas por lavagem de dinheiro Além da prisão, a Polícia Civil apura a possível prática dos crimes de exercício ilegal da medicina, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As investigações continuam para identificar outras pessoas que possam ter participado do esquema e esclarecer a dimensão da atuação do grupo.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/dupla-e-presa-por-vender-remedios-abortivos-no-rio