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Ataque atinge tanque de combustível e causa incêndio em aeroporto no Kuwait

Ofensiva com drones causou danos materiais, mas não resultou em vítimas; país está na linha de fogo do Irã

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Ataque com drones atinge tanque de combustível e causa incêndio em aeroporto no Kuwait | Reprodução/Reuters

Um ataque com drones atingiu o Aeroporto Internacional do Kuwait, na madrugada desta quarta-feira (25). Segundo a Direção Geral de Aviação Civil do país, o bombardeio acertou um tanque de combustível, provocando um incêndio no local. Apesar dos danos materiais, não houve vítimas.

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“As autoridades competentes começaram imediatamente a implementar os procedimentos de emergência aprovados, com equipes de combate a incêndios e autoridades competentes lidando com o incêndio, enquanto todas as autoridades competentes estão presentes no local do incidente”, disse o porta-voz oficial da entidade, Abdullah Al-Rajhi.

Essa não é a primeira vez que o Aeroporto Internacional do Kuwait é alvo de drones. No início de março, o terminal aéreo foi atingido pelos projéteis, que também miraram tanques de combustíveis.

Os ataques ocorrem em meio à ofensiva coordenada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Em retaliação aos bombardeios, Teerã vem lançando mísseis e drones contra países Golfo Pérsico que possuem bases militares norte-americanas. Nesta madrugada, Arábia Saudita também relatou interceptação de drones, enquanto o governo do Bahrein soou sirenes de alerta para ataques aéreos.

O Irã também foi alvo de bombardeios, lançados por Israel. O Exército de Tel Aviv ainda continua a ofensiva contra o grupo Hezbollah, aliado de Teerã, com ataques no sul do Líbano. Segundo a mídia local, um bombardeio na noite de terça-feira (24) deixou seis mortos, elevando o número de vítimas na ofensiva para mais de 1,4 mil. Outras 2,8 mil pessoas estão feridas, segundo dados do Ministério da Saúde do Líbano.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no 28 de fevereiro. O bombardeio, que deixou mais de 500 mortos, ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear.

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Dias antes do ataque, representantes iranianos e norte-americanos se encontram na Suíça para debater um novo acordo nuclear. Eles haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Na manhã de sábado, no entanto, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques de 2025, resultando em novos bombardeios, desta vez em parceria com Israel. Em retaliação aos ataques, Teerã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Um ataque direto aos Estados Unidos também foi prometido pelos iranianos.

O conflito se expandiu após o Hezbollah, aliado do Irã, lançar mísseis contra Israel, que respondeu atacando alvos em todo o Líbano, país onde o grupo é dominante. Além disso, drones iranianos atingiram bases militares europeias no Oriente Médio. A ação resultou em um comunicado conjunto entre França, Alemanha e Reino Unido, que sugeriram a possibilidade de entrar no conflito para "a defesa de seus interesses e de seus aliados".

As hostilidades entre Irã e Estados Unidos escalaram para o Estreito de Ormuz. Situada entre o Irã e Omã, a região é um ponto estratégico por ser a principal rota de saída para cerca de 20% do petróleo mundial. Por esse motivo, confrontos militares na região levantam sérias preocupações sobre a segurança energética e a estabilidade do mercado global de petróleo, o que pressiona a economia.

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