Governo avalia que reciprocidade com EUA é pontual e não prejudica relação econômica
Avaliação de auxiliares do presidente Lula é de que Trump não deve retomar tarifas contra o Brasil

O governo Lula avalia que a resposta dada no caso do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo, expulso dos Estados Unidos foi uma decisão pontual, respaldada por regras básicas da diplomacia que garantem a reciprocidade. Aliados do presidente da República destacam que o Brasil cassou o visto de um oficial de mesmo nível do agente brasileiro e, portanto, a medida seria como chumbo trocado.
Para auxiliares de Lula no Planalto, a resposta não inviabiliza o diálogo em outras áreas da diplomacia, principalmente na economia. A avaliação é de que o presidente americano, Donald Trump, não deve recuar na questão tarifária, por exemplo.
O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim, defende que as pontes diplomáticas sejam mantidas, mas sem deixar de lado a altivez e a soberania.
“Nunca rompemos o diálogo, mas sem abrir mão da dignidade”, afirmou ao SBT News.
A Polícia Federal diz ter retirado credenciais de dois funcionários dos Estados Unidos que atuavam junto ao órgão no Brasil, após o governo americano ordenar que o delegado Marcelo Ivo deixasse o país por sua atuação na detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem.
Um desses funcionários, Michael Myers, também teve o visto cassado por determinação do Ministério das Relações Exteriores e já não está mais no Brasil. Agora, de acordo com fontes, a cúpula da Polícia Federal avalia devolver as credenciais do outro americano, que segue no Brasil e não teve o nome divulgado.


















































