Regulamentação dos trabalhadores por app será a maior inclusão previdenciária desde o MEI, diz CEO do iFood
Em entrevista ao SBT News, Diego Barreto defendeu remuneração mínima por hora trabalhada e disse que impacto será de R$ 500 milhões para os cofres da plataforma
O iFood, empresa que representa o maior número de entregas por aplicativo hoje, se posicionou favoravelmente a regulamentação dos trabalhadores da plataforma e disse que o projeto discutido no Congresso Nacional pode ser a maior inclusão previdenciária do país desde a criação do MEI (Microempreendedores Individuais). O CEO da empresa, Diego Barreto, prevê um impacto de R$ 500 milhões para os cofres da plataforma, apenas no ano que vem. Apesar disso, afirma que é momento de o debate avançar.
"É hora de andar com essa agenda. A discussão já dura há anos. A hora é agora, chegou o momento. Ainda que existam divergências e custos, existe a chance de termos uma estrutura para criarmos diretos aos trabalhadores. O relatório tem a chance de trazer a maior inclusão previdenciária do país após o MEI. Isso traz um custo muito grande, só para o iFood o impacto, no ano que vem, está na casa de R$ 500 milhões. Mas precisamos fazer isso ”, disse em entrevista ao SBT News.
O IFood ainda prevê um custo extra de R$ 100 milhões ao ano com pagamento de seguros para os trabalhadores, além de pontos de apoio.
Diego Barreto defendeu que o modelo de remuneração mínima ao trabalhador seja por hora trabalhada, e não por entrega. No texto publicado na Câmara dos Deputados, o relator Augusto Coutinho (Republicanos-PE) propõe que a empresa escolha entre as duas formas de pagamento.
"Existe uma clara intervenção com a taxa fixa, de novo estamos discutindo regulação de preço. A taxa fixa não colabora em nada. Se pegarmos pedidos, por exemplo, que fazemos na Rocinha, no Rio de Janeiro, esses pedidos giram em torno de R$ 18 ou R$ 19. Se trabalharmos com uma taxa mínima de R$ 8,50, a gente encarece esse pedido em quase 50%, já na largada", explicou.
Para o CEO do iFood, a remuneração por hora traria menos impacto para o consumidor, já que o custo extra seria diluído em mais de uma entrega.
"O relator traz a remuneração mínima por hora, uma forma moderna. Essa é a natureza do trabalho, a remuneração por hora. Com a taxa mínima, esse impacto seria direto para o consumidor. Com a remuneração por hora, é possível acomodar melhor os custos para os pequenos negócios", afirmou.
Diego Barreto, porém, criticou a manutenção da Justiça do Trabalho como mediadora de possíveis conflitos entre empresas e empregados. Para ele, a discussão deve ocorre na área civil.


















































































