Petróleo registra maior queda semanal desde abril
Mercado reage à expectativa de cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã e à possível reabertura do Estreito de Ormuz

Petróleo: Brent e WTI registraram maiores quedas em sete semanas | Foto ilustrativa / Reuters
Os preços do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (29) e registraram a maior perda semanal desde abril, em meio à expectativa do mercado por um acordo de cessar-fogo envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O barril do petróleo Brent para entrega em julho encerrou o dia cotado a US$ 92,05, com recuo de US$ 1,66, ou 1,8%. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, terminou a sessão a US$ 87,36 por barril, queda de US$ 1,54, equivalente a 1,7%.
Queda em meio a expectativa de acordo EUA x Irã
A principal razão para a queda foi a expectativa de que Estados Unidos, Israel e Irã estejam próximos de um acordo para encerrar o conflito que já dura três meses.
Os investidores apostam que um cessar-fogo poderá levar à reabertura total do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás natural.
Cerca de um quinto da oferta global dessas commodities passa pela região, o que torna qualquer interrupção no fluxo um fator de pressão sobre os preços internacionais da energia.
"Obviamente, o mercado acha que o cessar-fogo será muito fácil e que já está resolvido", afirmou John Kilduff, sócio da gestora Again Capital.
Mercado segue atento às negociações
Apesar do otimismo dos investidores, analistas avaliam que ainda há incertezas sobre quando o fluxo no Estreito de Ormuz será totalmente normalizado.
Nas últimas semanas, os preços do petróleo oscilaram fortemente diante de informações contraditórias sobre o avanço das negociações entre os países envolvidos. Em alguns pregões, as variações chegaram a US$ 6 por barril tanto para o Brent quanto para o WTI.














