Líder do governo na Câmara defende adiar projeto dos entregadores por aplicativo para depois das eleições
José Guimarães afirmou ao SBT News que matéria pode virar dor de cabeça para o governo e conversará com Hugo Motta sobre o adiamento

Victoria Abel
O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), defende que a discussão e votação do projeto de lei que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativo seja novamente adiado e fique para depois das eleições. A matéria tem sido tratada como uma das prioridades do Palácio do Planalto, mas Guimarães avalia que a proposta pode acabar sendo uma dor de cabeça desnecessária ao governo, prejudicando a campanha à reeleição do presidente Lula.
"Não podemos comprar briga desnecessária agora, com risco de sermos usados pelos bolsonaristas nas redes", disse ao SBT News.
O posicionamento mostra um racha dentro do governo. O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, vinha defendendo a votação da matéria ainda no primeiro semestre. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também defende uma votação em plenário ainda no mês de abril. Guimarães disse que vai tratar o assunto com Motta nos próximos dias.
Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (17) mostra que 71% dos entrevistados são contra a proposta do governo de implementar uma taxa mínima para pedidos de entrega por aplicativo.
O governo defende uma remuneração mínima de R$10 por corrida de entrega aos trabalhadores, já o relator Augusto Coutinho (Republicanos-PE) defende o valor R$ 8,50. As empresas, porém, não concordam com o modelo e temem que o mínimo pago aos trabalhadores possa engessar o modelo de negócios e encarecer as entregas.









