Política

Líder do governo na Câmara defende adiar projeto dos entregadores por aplicativo para depois das eleições

José Guimarães afirmou ao SBT News que matéria pode virar dor de cabeça para o governo e conversará com Hugo Motta sobre o adiamento

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Victoria Abel
19/03/2026, 13:48 • Atualizado em 19/03/2026, 13:49
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O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), defende que a discussão e votação do projeto de lei que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativo seja novamente adiado e fique para depois das eleições. A matéria tem sido tratada como uma das prioridades do Palácio do Planalto, mas Guimarães avalia que a proposta pode acabar sendo uma dor de cabeça desnecessária ao governo, prejudicando a campanha à reeleição do presidente Lula.

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"Não podemos comprar briga desnecessária agora, com risco de sermos usados pelos bolsonaristas nas redes", disse ao SBT News.

O posicionamento mostra um racha dentro do governo. O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, vinha defendendo a votação da matéria ainda no primeiro semestre. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também defende uma votação em plenário ainda no mês de abril. Guimarães disse que vai tratar o assunto com Motta nos próximos dias.

Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (17) mostra que 71% dos entrevistados são contra a proposta do governo de implementar uma taxa mínima para pedidos de entrega por aplicativo.

O governo defende uma remuneração mínima de R$10 por corrida de entrega aos trabalhadores, já o relator Augusto Coutinho (Republicanos-PE) defende o valor R$ 8,50. As empresas, porém, não concordam com o modelo e temem que o mínimo pago aos trabalhadores possa engessar o modelo de negócios e encarecer as entregas.

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