Lula desafia Rubio e antecipa mote: soberania e democracia
Presidente participou de convenção do PDT, centrada em tom anti-imperialista e de críticas ao alinhamento de Flávio Bolsonaro e Donald Trump
Victor Schneider, Victoria Abel
Lula fala aos olhos de Carlos Lupi, presidente do PDT | Reprodução/YouTube
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou sua participação na convenção nacional do PDT nesta segunda-feira (20) para deixar um recado aos Estados Unidos e ensaiar os motes que guiarão sua campanha a um eventual quarto mandato: a defesa da soberania, no plano externo, e da democracia, no interno. Por decisão unânime entre seus filiados e delegados, o PDT foi o primeiro partido a formalizar o apoio à reeleição de Lula no evento, realizado na sede do partido, em Brasília.
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Presidente do PDT e ex-ministro da Previdência de Lula, Carlos Lupi disse que o petista representava no mundo a “antítese” do americano Donald Trump.
No encerramento de sua participação, Lula agradeceu a Lupi e ao partido pelo apoio já no primeiro turno — em 2022, por exemplo, o PDT lançou Ciro Gomes como candidato próprio e só ingressou nas fileiras petistas no segundo, com ressalvas de Ciro, hoje regresso ao PSDB e pré-candidato ao governo do Ceará.
O presidente afirmou que a coligação não tem “o direito de permitir que o negacionismo e o fascismo voltem a pensar a governar” e o que está em jogo é a manutenção de políticas públicas e uma estratégia nacional desmantelada após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.
Ao voltar a falar sobre punição a forca a traidores da pátria, em referência que faz paralelo com a Inconfidência Mineira e as ações da família Bolsonaro na busca por apoio da Casa Branca, Lula provocou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e disse que, mesmo com um apoio explícito do governo americano, Flávio Bolsonaro não será capaz de vencê-lo.
“Estou convidando quem quiser vir do mundo para ver as eleições aqui do Brasil. Se o secretário Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário que venha, que monte um comitê, porque nós vamos derrotar todos em nome da defesa da democracia nesse país ", declarou.
Na ocasião, o secretário disse que Lula “colocou seu próprio ego à frente” de um acordo favorável ao povo brasileiro e era o responsável direto pelo tarifaço.
Na sede do partido que ecoa o legado do ex-governador Leonel Brizola (1922-2004), líder trabalhista que pendulou entre aliado e adversário do petista ao longo dos anos, Lula fez questão de fazer acenos a outras lideranças históricas da política brasileira e lamentar o que chamou de “podridão” instalada na política brasileira nos últimos anos.
“Mesmo quando eu e Brizola brigávamos, a gente nunca deixou de ser amigo. Por mais que tivéssemos divergência, a gente teve uma relação respeitosa. E hoje, passado tanto tempo, eu posso dizer a vocês: o nosso querido engenheiro Leonel de Moura faz falta na política brasileira de hoje”, elogiou, ao lado da neta Juliana Brizola, que encabeça a chapa para o governo do Rio Grande do Sul.
“Meu avô Brizola sempre foi determinante para a luta contra o imperialismo. O outro lado entrega as nossas riquezas, que acha que ter uma filha mulher é uma fraquejada. O PDT tem lado", destacou Juliana.
Outros elogios também foram distribuídos ao pernambucano Miguel Arraes (1916-2005), fundador e presidente histórico do PSB, e a nomes como Ulysses Guimarães (1916-1992) e Mario Covas (1930-2001).
Herdeira dos Arraes, a pré-candidata ao Senado Marília Campos também ecoou a tônica anti-Trump ao dizer que o “imperialismo sempre teve o apoio das elites brasileiras".
“A diferença é que o bolsonarismo faz isso escancarado”, afirmou Marília.
Candidato ao governo do Paraná, o deputado estadual Requião Filho disse que a aliança marca uma reaproximação estratégica entre os partidos em um momento de ataques internacionais.
“Estamos em uma guerra na qual está em jogo o futuro de uma nação. Caminhamos em uma aliança forte, em cima de princípios, e não de pragmatismo. Devemos estar juntos em 2030. Não estamos retrocedendo, estamos reorganizando”.
O entendimento foi endossado pelo presidente do PT, Edinho Silva.
“Estamos construindo uma aliança para deixar um recado para as futuras gerações”, disse.
Lula desafia Rubio e antecipa mote: soberania e democraciaPresidente participou de convenção do PDT, centrada em tom anti-imperialista e de críticas ao alinhamento de Flávio Bolsonaro e Donald TrumpPolítica2026-07-21T00:33:58.011ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou sua participação na convenção nacional do PDT nesta segunda-feira (20) para deixar um recado aos Estados Unidos e ensaiar os motes que guiarão sua campanha a um eventual quarto mandato: a defesa da soberania, no plano externo, e da democracia, no interno. Por decisão unânime entre seus filiados e delegados, o PDT foi o primeiro partido a formalizar o apoio à reeleição de Lula no evento, realizado na sede do partido, em Brasília. Discursos que antecederam a fala do presidente reforçaram a tônica contrária aos EUA e às interferências da Casa Branca sobre o Brasil, em um momento em que o país é alvo de medidas que vão desde um até a , uma categorização temida como Presidente do PDT e ex-ministro da Previdência de Lula, Carlos Lupi disse que o petista representava no mundo a “antítese” do americano Donald Trump. No encerramento de sua participação, Lula agradeceu a Lupi e ao partido pelo apoio já no primeiro turno — em 2022, por exemplo, o PDT lançou Ciro Gomes como candidato próprio e só ingressou nas fileiras petistas no segundo, com ressalvas de Ciro, hoje regresso ao PSDB e pré-candidato ao governo do Ceará. O presidente afirmou que a coligação não tem “o direito de permitir que o negacionismo e o fascismo voltem a pensar a governar” e o que está em jogo é a manutenção de políticas públicas e uma estratégia nacional desmantelada após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. Ao voltar a , em referência que faz paralelo com a Inconfidência Mineira e as ações da família Bolsonaro na busca por apoio da Casa Branca, Lula provocou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e disse que, mesmo com um apoio explícito do governo americano, Flávio Bolsonaro não será capaz de vencê-lo. “Estou convidando quem quiser vir do mundo para ver as eleições aqui do Brasil. Se o secretário Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário que venha, que monte um comitê, porque nós vamos derrotar todos em nome da defesa da democracia nesse país ", declarou. Essa foi a primeira fala pública do presidente desde que contra uma gama de produtos brasileiros na última semana. Na ocasião, o secretário disse que Lula “colocou seu próprio ego à frente” de um acordo favorável ao povo brasileiro e era o responsável direto pelo tarifaço. A declaração foi rechaçada pelo Itamaraty, mas, para manter o mesmo nível de hierarquia a nível de governo. Brizola e Arraes Na sede do partido que ecoa o legado do ex-governador Leonel Brizola (1922-2004), líder trabalhista que pendulou entre aliado e adversário do petista ao longo dos anos, Lula fez questão de fazer acenos a outras lideranças históricas da política brasileira e lamentar o que chamou de “podridão” instalada na política brasileira nos últimos anos. “Mesmo quando eu e Brizola brigávamos, a gente nunca deixou de ser amigo. Por mais que tivéssemos divergência, a gente teve uma relação respeitosa. E hoje, passado tanto tempo, eu posso dizer a vocês: o nosso querido engenheiro Leonel de Moura faz falta na política brasileira de hoje”, elogiou, ao lado da neta Juliana Brizola, que encabeça a chapa para o governo do Rio Grande do Sul. “Meu avô Brizola sempre foi determinante para a luta contra o imperialismo. O outro lado entrega as nossas riquezas, que acha que ter uma filha mulher é uma fraquejada. O PDT tem lado", destacou Juliana. Outros elogios também foram distribuídos ao pernambucano Miguel Arraes (1916-2005), fundador e presidente histórico do PSB, e a nomes como Ulysses Guimarães (1916-1992) e Mario Covas (1930-2001). Herdeira dos Arraes, a pré-candidata ao Senado Marília Campos também ecoou a tônica anti-Trump ao dizer que o “imperialismo sempre teve o apoio das elites brasileiras". “A diferença é que o bolsonarismo faz isso escancarado”, afirmou Marília. Candidato ao governo do Paraná, o deputado estadual Requião Filho disse que a aliança marca uma reaproximação estratégica entre os partidos em um momento de ataques internacionais. “Estamos em uma guerra na qual está em jogo o futuro de uma nação. Caminhamos em uma aliança forte, em cima de princípios, e não de pragmatismo. Devemos estar juntos em 2030. Não estamos retrocedendo, estamos reorganizando”. O entendimento foi endossado pelo presidente do PT, Edinho Silva. “Estamos construindo uma aliança para deixar um recado para as futuras gerações”, disse. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lula-desafia-rubio-e-antecipa-mote-soberania-e-democracia-1