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Lula diz que pedirá para Trump fazer um Pix

Durante ato de campanha em São Paulo, presidente afirmou que pretende defender o sistema de pagamentos em viagem para Assembleia da ONU

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Jessica Cardoso
Donald Trump e o presidente Lula durante encontro na Casa Branca em maio de 2026 | Ricardo Stuckert

Donald Trump e o presidente Lula durante encontro na Casa Branca em maio de 2026 | Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (5) que pretende sugerir ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que faça um Pix durante um possível encontro entre os dois na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

“O presidente dos Estados Unidos quer acabar com o Pix. Mas agora eu vou para a ONU, vou encontrar com o Trump, e vou dizer para ele: ‘Trump, faça um Pix, que você vai ver o quanto será bom’”, declarou durante ato de campanha em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.
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A Assembleia Geral da ONU deste ano está marcada para 22 de setembro, em Nova York. Tradicionalmente, o presidente brasileiro é o primeiro chefe de Estado a discursar, enquanto o presidente dos Estados Unidos, como líder do país-sede da organização, faz o segundo pronunciamento. Com isso, há possibilidade de um novo encontro entre Lula e Trump nos bastidores do evento.

No ano passado, os dois presidentes tiveram uma rápido conversa. Na ocasião, Trump afirmou que havia tido uma “química excelente” com Lula, em um dos primeiros acenos entre os dois após o tarifaço de 50% anunciado pelos EUA sobre produtos brasileiros.

O Pix está entre os alvos das medidas adotadas pelo governo Trump contra o Brasil. O sistema de pagamentos foi incluído na investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre práticas comerciais brasileiras. Em julho, após a conclusão da apuração, os EUA impuseram uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros.

Segundo o USTR, entre os pontos avaliados estavam medidas relacionadas ao comércio digital e aos serviços de pagamentos eletrônicos. O órgão afirmou que políticas brasileiras dão vantagens ao Pix em relação a serviços de pagamento concorrentes dos Estados Unidos.

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