Levar o eleitor às urnas é decisivo para o 2º turno
Com empate no Datafolha, cientista político avalia que mobilizar eleitores será decisivo no segundo turno
Beatriz Nogueira
Cabine de votação nas eleições de 2026 | Leobark Rodrigues/Secom/TSE
Um dos fatores que podem influenciar o resultado do segundo turno é o comparecimento às urnas. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados nas intenções de voto, com 50% de votos válidos cada.
🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui.
Com a disputa dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, a mobilização dos eleitores ganha relevância na reta final da campanha. No primeiro turno, dos 158,7 milhões de brasileiros aptos a votar, 33,4 milhões não compareceram – o equivalente a 21,08% do eleitorado.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Foi a maior taxa de abstenção em uma eleição presidencial desde 1998, segundo dados da Justiça Eleitoral.
Para o doutor e cientista político Rodrigo Augusto Prando, o desafio não se resume a conquistar novos votos, mas a garantir que os eleitores compareçam às urnas no domingo (25).
“Não dá para contar com a volta em massa desses grupos [de eleitores que se abstiveram], acho difícil. Porém, agora, mais do que converter o eleitor, vence quem levar o eleitor à urna”, avalia Prando.
Disputa estadual pode influenciar comparecimento
Outro fator que merece atenção são as disputas estaduais. Nos estados em que a eleição para governador foi decidida no primeiro turno, há menor mobilização para ir ao segundo. Minas Gerais e Rio de Janeiro, segundo e terceiro maiores colégios eleitorais do país, por exemplo, já elegeram seus governadores.
“Prefeitos e cabos eleitorais acabam se mobilizando muito mais para eleger a liderança estadual, com isso o comparecimento tende a ser maior. No segundo turno temos seis estados e o Distrito Federal, o que é pouco”, afirma.
A avaliação aponta para um possível desafio de mobilização, mas o efeito sobre o comparecimento dependerá também de outros fatores, como o engajamento das campanhas presidenciais e o interesse dos eleitores na disputa nacional.
Transferência de votos
Os eleitores que escolheram candidatos eliminados no primeiro turno também podem influenciar o resultado. Segundo os dados do Datafolha, 23% dos eleitores de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) ainda admitem mudar de ideia. Os outros 77% afirmam estar decididos.
“A direita fragmentada no primeiro turno se unifica no segundo, mas não por completo. Ainda assim, coloca o Flávio em vantagem ao Lula”, explica o cientista político.
Levar o eleitor às urnas é decisivo para o 2º turnoCom empate no Datafolha, cientista político avalia que mobilizar eleitores será decisivo no segundo turnoPolítica2026-10-24T09:00:00.000ZUm dos fatores que podem influenciar o resultado do segundo turno é o comparecimento às urnas. mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados nas intenções de voto, com 50% de votos válidos cada. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver!. Com a disputa dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, a mobilização dos eleitores ganha relevância na reta final da campanha. No primeiro turno, dos 158,7 milhões de brasileiros aptos a votar, 33,4 milhões não compareceram – o equivalente a 21,08% do eleitorado. Foi a maior taxa de abstenção em uma eleição presidencial desde 1998, segundo dados da Justiça Eleitoral. Para o doutor e cientista político Rodrigo Augusto Prando, o desafio não se resume a conquistar novos votos, mas a garantir que os eleitores compareçam às urnas no domingo (25). “Não dá para contar com a volta em massa desses grupos [de eleitores que se abstiveram], acho difícil. Porém, agora, mais do que converter o eleitor, vence quem levar o eleitor à urna”, avalia Prando. Disputa estadual pode influenciar comparecimento Outro fator que merece atenção são as disputas estaduais. Nos estados em que a eleição para governador foi decidida no primeiro turno, há menor mobilização para ir ao segundo. Minas Gerais e Rio de Janeiro, segundo e terceiro maiores colégios eleitorais do país, por exemplo, já elegeram seus governadores. “Prefeitos e cabos eleitorais acabam se mobilizando muito mais para eleger a liderança estadual, com isso o comparecimento tende a ser maior. No segundo turno temos seis estados e o Distrito Federal, o que é pouco”, afirma. A avaliação aponta para um possível desafio de mobilização, mas o efeito sobre o comparecimento dependerá também de outros fatores, como o engajamento das campanhas presidenciais e o interesse dos eleitores na disputa nacional. Transferência de votos Os eleitores que escolheram candidatos eliminados no primeiro turno também podem influenciar o resultado. Segundo os dados do Datafolha, 23% dos eleitores de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) ainda admitem mudar de ideia. Os outros 77% afirmam estar decididos. “A direita fragmentada no primeiro turno se unifica no segundo, mas não por completo. Ainda assim, coloca o Flávio em vantagem ao Lula”, explica o cientista político.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/levar-o-eleitor-as-urnas-e-decisivo-para-o-2-turno
Flávio acusou Lula de ignorar vítimas de crimes; petista rebateu com suposta interferência de Flávio em julgamento de policial acusado de matar menina de 5 anos
Em debate, senador disse ser a favor da gratuidade no transporte público aos fins de semana, prometeu reajuste do mínimo e fez piada com deficiência de Lula