Política

MP pede que TSE barre candidatura de Márcio Canella no RJ

Ao TSE, Ministério Público Eleitoral aponta ligação do deputado estadual reeleito pelo Rio com milícias e com o CV; ele foi preso pela PF em 15 de outubro

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Ighor Nóbrega
Márcio Canella foi prefeito de Belford Roxo | Divulgação/Prefeitura de Belford Roxo

Márcio Canella foi prefeito de Belford Roxo | Divulgação/Prefeitura de Belford Roxo

O Ministério Público Eleitoral se manifestou neste sábado (24) pelo indeferimento da candidatura do deputado estadual reeleito Márcio Canella (União-RJ) por ligação com a milícia e com facções criminosas.

Parecer do órgão enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diz que o candidato se envolveu em um esquema criminoso no setor de combustíveis a partir do apadrinhamento de integrantes do crime organizado, incluindo membros do Comando Vermelho.

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Canella foi preso pela Polícia Federal em 15 de outubro na oitava fase da operação Unha e Carne após ter sido alvo da força-tarefa em julho.

Reeleito para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com 197.178 votos, o ex-prefeito de Belford Roxo integra, segundo a PF, "organização criminosa armada suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro".

+ MPE pede fim de ação sobre sigilos de Lula e Flávio A infiltração do esquema no estado teria corrompido, segundo investigadores, pessoas em "cargos públicos estratégicos" de órgãos como o Departamento Estadual de Trânsito do Rio (Detran-RJ) e da Secretaria de Polícia Civil, além de policiais civis em atividade e um servidor da própria PF.

De acordo com informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ele é acusado de movimentar mais de R$ 7,6 bilhões entre 2020 e 2026.

Canella pode ser denunciado por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.

A Unha e Carne compõe a força-tarefa Missão Redentor II, coordenada pela PF para desarticular organizações criminosas no RJ conforme diretrizes estabelecidas pelo STF na chamada ADPF da Favelas. Moraes e o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, trataram do tema em reunião realizada no dia 6 de outubro.

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