No fim do debate na TV Globo, petista associou rival com a milícia e senador teve direito de resposta; Flávio negou vínculo e disse que vai combater grupos
Antonio Souza
Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) em debate da Globo | Globo/ Manoella Mello
O encerramento do debate eleitoral do segundo turno na TV Globo, realizado nesta sexta-feira (23), foi marcado por um confronto direto entre os candidatos após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar, em sua mensagem final, que o eleitor precisará escolher entre manter a democracia ou ter "um miliciano governando este país".
A declaração levou a emissora a conceder um minuto de direito de resposta a Flávio Bolsonaro (PL), que negou as acusações e rebateu o adversário.
Ao iniciar sua manifestação final, Lula agradeceu a paciência da população diante do debate, relembrou sua trajetória de vida e associou Flávio à milícia.
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"Sou um homem que tem biografia, tem história, tenho uma luta junto com vocês há muito tempo. Comecei a trabalhar com 12 anos de idade", declarou o petista. "Ou a gente mantém a democracia funcionando ou a gente vai ter um miliciano governando este país", completou Lula.
Direito de resposta de Flávio Bolsonaro
A organização do debate atendeu à campanha de Flávio e deu a ele o direito de resposta. Em sua fala, o parlamentar acusou Lula de insistir em ligá-lo a crimes que não cometeu e assegurou que nunca foi alvo de investigação por vínculos com milicianos.
O senador declarou que, caso eleito, vai atuar com rigor contra o crime organizado. Prometeu combater as milícias, classificá-las como organizações narcoterroristas, além de retomar áreas controladas por criminosos.
Segundo o candidato, o objetivo é devolver a soberania à população. "Quem vai andar com medo na rua são marginais", complementou o candidato do PL.
Entenda acusações de Flávio com milícias
Em 2019, no primeiro ano do governo Bolsonaro, Adriano da Nóbrega e o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira foram alvos da Operação Intocáveis, que investigava a atuação de milícias no Rio. Os dois foram homenageados pela Alerj entre 2003 e 2004 por indicação do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.
Apontado pela Polícia Federal (PF) como ex-chefe da milícia da Muzema, na zona oeste do Rio, Ronald foi condenado neste ano a 56 anos de prisão, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por participação nos assassinatos de Marielle e Anderson. Ele foi acusado de monitorar a rotina da vereadora durante os preparativos para o crime, que ocorreu em 2018.
Adriano, por sua vez, foi morto no interior da Bahia em 2020 durante uma operação policial para capturá-lo, mas a família aponta queima de arquivo. Por anos, a mãe e a esposa do ex-capitão do Bope trabalharam com Flávio na Alerj, assim como o ex-PM Fabrício Queiroz, pivô da suspeita de prática de rachadinha no gabinete - a investigação, contudo, foi arquivada pela Justiça.
Na campanha eleitoral de 2022, a campanha de Lula também associou Jair Bolsonaro à milícia. “Quem tem amizade com criminoso é Bolsonaro, que sempre andou com milicianos, assassinos e hoje está ajudando a armar o crime organizado”, dizia um trecho de uma peça que foi ao ar no horário gratuito de propaganda eleitoral na TV.
Lula diz que Flávio é miliciano e senador rebate No fim do debate na TV Globo, petista associou rival com a milícia e senador teve direito de resposta; Flávio negou vínculo e disse que vai combater gruposEleições2026-10-24T03:50:31.811ZO encerramento do , realizado nesta sexta-feira (23), foi marcado por um confronto direto entre os candidatos após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar, em sua mensagem final, que o eleitor precisará escolher entre manter a democracia ou ter "um miliciano governando este país". A declaração levou a emissora a conceder um minuto de direito de resposta a Flávio Bolsonaro (PL), que negou as acusações e rebateu o adversário. Ao iniciar sua manifestação final, Lula agradeceu a paciência da população diante do debate, relembrou sua trajetória de vida e associou Flávio à milícia. "Sou um homem que tem biografia, tem história, tenho uma luta junto com vocês há muito tempo. Comecei a trabalhar com 12 anos de idade", declarou o petista. "Ou a gente mantém a democracia funcionando ou a gente vai ter um miliciano governando este país", completou Lula. Direito de resposta de Flávio Bolsonaro A organização do debate atendeu à campanha de Flávio e deu a ele o direito de resposta. Em sua fala, o parlamentar acusou Lula de insistir em ligá-lo a crimes que não cometeu e assegurou que nunca foi alvo de investigação por vínculos com milicianos. O senador declarou que, caso eleito, vai atuar com rigor contra o crime organizado. Prometeu combater as milícias, classificá-las como organizações narcoterroristas, além de retomar áreas controladas por criminosos. Segundo o candidato, o objetivo é devolver a soberania à população. "Quem vai andar com medo na rua são marginais", complementou o candidato do PL. Entenda acusações de Flávio com milícias Em 2019, no primeiro ano do governo Bolsonaro, Adriano da Nóbrega e o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira foram alvos da Operação Intocáveis, que investigava a atuação de milícias no Rio. Os dois foram homenageados pela Alerj entre 2003 e 2004 por indicação do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. Apontado pela Polícia Federal (PF) como ex-chefe da milícia da Muzema, na zona oeste do Rio, Ronald foi condenado neste ano a 56 anos de prisão, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por participação nos assassinatos de Marielle e Anderson. Ele foi acusado de monitorar a rotina da vereadora durante os preparativos para o crime, que ocorreu em 2018. Adriano, por sua vez, foi morto no interior da Bahia em 2020 durante uma operação policial para capturá-lo, mas a família aponta queima de arquivo. Por anos, a mãe e a esposa do ex-capitão do Bope trabalharam com Flávio na Alerj, assim como o ex-PM Fabrício Queiroz, pivô da suspeita de prática de rachadinha no gabinete - a investigação, contudo, foi arquivada pela Justiça. Campanha 2022 Na campanha eleitoral de 2022, a campanha de Lula também associou Jair Bolsonaro à milícia. “Quem tem amizade com criminoso é Bolsonaro, que sempre andou com milicianos, assassinos e hoje está ajudando a armar o crime organizado”, dizia um trecho de uma peça que foi ao ar no horário gratuito de propaganda eleitoral na TV.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/lula-diz-que-flavio-e-miliciano-e-senador-rebate-1
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