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Flávio promete tarifa zero e ironiza "nove dedos" de Lula

Em debate, senador disse ser a favor da gratuidade no transporte público aos fins de semana, prometeu reajuste do mínimo e fez piada com deficiência de Lula

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Antonio Souza
Flávio promete tarifa zero e ironiza "nove dedos" de Lula

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) disse nesta sexta-feira (23) que é a favor da implementação de tarifa zero nos ônibus urbanos durante os fins de semana, uma proposta apresentada pelo candidato do PT à reeleição, presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao responder à pergunta do adversário durante o debate presidencial transmitido pela TV Globo, o senador aproveitou para fazer duras críticas à alta do custo de vida no país .

Flávio Bolsonaro atacou o valor de salário mínimo do governo de Lula, ironizando que que o aumento de impostos corrói a renda das famílias brasileiras. Neste momento, citou "os 9 dedos" de Lula.

"Eu sou favorável à tarifa zero dos ônibus ao fim de semana. Agora, não adianta nada o salário mínimo de R$ 1,6 mil se você dá com uma mão e tira com os nove dedos. Está difícil comprar e, quando você consegue comprar, está levando menos", apontou.
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Lula aproveitou uma réplica mais à frente para responder ao que considerou uma agressão:

"Não vou aceitar ele me chamar de 9 dedos... é uma prática política muito duvidosa", reclamou Lula, dizendo que Flávio deveria pedir desculpas. "Eu era de menor e trabalhava à noite", reforçou Lula, lembrando que perdeu o dedo quando trabalhava como torneiro mecânico.

Depois da intervenção, Flávio admitiu a falha e pediu desculpas.

Reajuste do mínimo acima da inflação e apoio a Milei

Outro ponto destacado por Flávio Bolsonaro durante o debate foi o compromisso de reajustar o piso salarial nacional acima do índice oficial de inflação caso seja eleito.

Ao abordar o cenário internacional e as relações diplomáticas na América do Sul, Flávio saiu em defesa das medidas econômicas adotadas pelo presidente da Argentina, Javier Milei.

O candidato utilizou a situação do país vizinho para direcionar novas críticas aos governos de esquerda, afirmando que o líder argentino enfrentou um cenário de crise herdado de gestões anteriores:

"Milei teve que consertar as coisas ruins que vocês deixaram lá", disse Flávio durante o confronto direto com Lula no debate.

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