Lula critica elite de SP por voto em Tarcísio: “cara do Rio”
Presidente chamou de “abominável” a preferência pelo atual governador do estado em vez de Haddad
Jessica Cardoso
Fernando Haddad e Lula durante campanha em São José do Rio Preto (SP) | Divulgação/Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, neste sábado (5), a elite de São Paulo por preferir o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao candidato petista ao governo do estado, Fernando Haddad. Durante ato de campanha em São José do Rio Preto (SP), Lula afirmou ser “abominável” que os paulistas escolham um “cara do Rio de Janeiro” em vez de um político formado pela Universidade de São Paulo (USP).
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“Teve um tempo que eu achei que consciência política era tempo de banco escolar e não é. Eu não posso me conformar [...] de ver a elite desse país, inclusive uma parte da elite intelectual, votar numa outra pessoa e não votar no Haddad. É uma coisa tão abominável que venha um cara do Rio de Janeiro, um tenente do Exército que não sabia sequer a escola que ia votar, e o povo de São Paulo preferir ele do que um companheiro formado na USP, que foi prefeito da cidade, ministro da Fazenda e da Educação. Não é possível”, declarou.
O ato realizado no interior de São Paulo, principal foco estratégico da campanha de Haddad ao governo estadual, contou ainda com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do companheiro de chapa do ex-ministro, o candidato a vice Márcio França (PSB), e das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Lula foi o último a discursar no evento. Durante a fala, também afirmou que, caso seja reeleito, os próximos quatro anos serão marcados por uma “revolução”.
“Os próximos quatro anos serão os quatro anos da revolução. Revolução para o pequeno empreendedor, para as pessoas que querem trabalhar por conta própria, para as pessoas que querem arriscar uma coisa nova na vida”, disse.
Lula também citou uma “revolução digital” e defendeu a digitalização da economia. O presidente mencionou ainda mudanças nas áreas de educação e energia e destacou a aprovação do Redata pelo Congresso, programa que abre possibilidade para atrair investimentos destinados à instalação e à expansão de data centers no país.
Segundo o petista, o Brasil precisa avançar na exportação de conhecimento e tecnologia, e não apenas de commodities.
Lula também criticou candidatos que, segundo ele, costumam falar sobre o futuro durante campanhas eleitorais sem apresentar um histórico de realizações.
“Tá na moda o candidato chegar na televisão e falar de futuro. [...] Quando alguém falar de futuro, você precisa estudar a vida de quem está falando para saber o que ele fez, porque quem fez nada no passado, vai fazer nada no futuro”, declarou.
O presidente disse ainda que vem investindo no futuro do país há anos e citou, entre outras iniciativas, a criação de institutos educacionais. Para ele, pensar no futuro também significa acabar com a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), elevar o salário mínimo acima da inflação, manter o desemprego em níveis baixos, ampliar os investimentos em educação e reduzir o custo de vida.
“Então, se preparem, porque se tem nesse país alguém que pode garantir o futuro sou eu, porque o resto não tem passado, não tem presente e não tem futuro”, afirmou.
Lula critica elite de SP por voto em Tarcísio: “cara do Rio”Presidente chamou de “abominável” a preferência pelo atual governador do estado em vez de HaddadEleições2026-09-05T16:44:20.589ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, neste sábado (5), a elite de São Paulo por preferir o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao candidato petista ao governo do estado, Fernando Haddad. Durante ato de campanha em São José do Rio Preto (SP), Lula afirmou ser “abominável” que os paulistas escolham um “cara do Rio de Janeiro” em vez de um político formado pela Universidade de São Paulo (USP). “Teve um tempo que eu achei que consciência política era tempo de banco escolar e não é. Eu não posso me conformar [...] de ver a elite desse país, inclusive uma parte da elite intelectual, votar numa outra pessoa e não votar no Haddad. É uma coisa tão abominável que venha um cara do Rio de Janeiro, um tenente do Exército que não sabia sequer a escola que ia votar, e o povo de São Paulo preferir ele do que um companheiro formado na USP, que foi prefeito da cidade, ministro da Fazenda e da Educação. Não é possível”, declarou. O ato realizado no interior de São Paulo, principal foco estratégico da campanha de Haddad ao governo estadual, contou ainda com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do companheiro de chapa do ex-ministro, o candidato a vice Márcio França (PSB), e das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Lula foi o último a discursar no evento. Durante a fala, também afirmou que, caso seja reeleito, os próximos quatro anos serão marcados por uma “revolução”. “Os próximos quatro anos serão os quatro anos da revolução. Revolução para o pequeno empreendedor, para as pessoas que querem trabalhar por conta própria, para as pessoas que querem arriscar uma coisa nova na vida”, disse. Lula também citou uma “revolução digital” e defendeu a digitalização da economia. O presidente mencionou ainda mudanças nas áreas de educação e energia e destacou , programa que abre possibilidade para atrair investimentos destinados à instalação e à expansão de data centers no país. Segundo o petista, o Brasil precisa avançar na exportação de conhecimento e tecnologia, e não apenas de commodities. Lula também criticou candidatos que, segundo ele, costumam falar sobre o futuro durante campanhas eleitorais sem apresentar um histórico de realizações. “Tá na moda o candidato chegar na televisão e falar de futuro. [...] Quando alguém falar de futuro, você precisa estudar a vida de quem está falando para saber o que ele fez, porque quem fez nada no passado, vai fazer nada no futuro”, declarou. O presidente disse ainda que vem investindo no futuro do país há anos e citou, entre outras iniciativas, a criação de institutos educacionais. Para ele, pensar no futuro também significa acabar com a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), elevar o salário mínimo acima da inflação, manter o desemprego em níveis baixos, ampliar os investimentos em educação e reduzir o custo de vida. “Então, se preparem, porque se tem nesse país alguém que pode garantir o futuro sou eu, porque o resto não tem passado, não tem presente e não tem futuro”, afirmou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/lula-critica-elite-de-sp-por-voto-em-tarcisio-cara-do-rio
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