Haddad liga Banco Master ao governo Bolsonaro: “uma máfia’
Candidato ao governo de São Paulo também criticou as contas do estado e a gestão de Tarcísio de Freitas, adversário na campanha
Jessica Cardoso
Fernando Haddad durante campanha em São José do Rio Preto (SP) | Divulgação/Diogo Zacarias
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) relacionou neste sábado (5) a atuação do Banco Master e de seu controlador, Daniel Vorcaro, ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e classificou o caso como parte de uma “máfia” no Brasil. As declarações foram feitas durante evento de campanha em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.
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Segundo o ex-ministro, embora o Master e Vorcaro tenham “corrompido muita gente”, o banco “nasceu, cresceu e se desenvolveu" durante a gestão de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central nomeado por Bolsonaro.
“O Banco Master fez negócio com três ex-ministros do Bolsonaro. [...] Três ministros, o presidente do Banco Central, o candidato a governador de São Paulo e o candidato à Presidência da República, todo mundo pôs a mão no dinheiro do Master e nós não chamamos isso pelo nome que tem? Isso é uma máfia”, disse.
Haddad também citou o caso Dark Horse, no qual o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) teria pedido dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre o pai, ao afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “está competindo com um sujeito que se sabe pouco sobre ele e que tudo se sabe é ruim”.
“Não tem nada bom no Flávio. O que eu sei do Flávio? Algum projeto de lei? Não. O que eu sei é que ele comprou 50 imóveis em dinheiro vivo, comprou uma mansão milionária no Lago Sul, em Brasília, que ele foi fazer tricô na casa do Vorcaro para pedir R$ 130 milhões para ser depositado em um fundo da família dele nos Estados Unidos”, continuou.
Haddad fez uma outra provocação: “Se alguém souber mais alguma coisa do Flávio, favor comunicar. Ninguém sabe. E esse pulha quer ser candidato à Presidência da República”.
Durante seu discurso, Haddad também criticou a situação fiscal de São Paulo e afirmou que o estado, segundo ele, deixará de ter as contas equilibradas após décadas de estabilidade. O petista atribuiu a situação à atual gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“São Paulo tem as contas arrumadas desde o governo Covas, 30 anos atrás. Agora, nós vamos pegar o estado sem caixa e com o déficit orçamentário. Isso que está acontecendo no estado de São Paulo não acontece há 30 anos”, afirmou.
De acordo com o candidato, o governo estadual recebeu R$ 22 bilhões em caixa e atualmente teria apenas R$ 5 bilhões disponíveis.
Ao defender sua experiência na administração pública, o petista afirmou ter assumido outras funções de governo em momentos de dificuldade. Haddad citou a economia brasileira após a gestão de Bolsonaro e disse: “Pensa numa coisa difícil de arrumar”.
O candidato também mencionou sua passagem pela Prefeitura de São Paulo. Segundo ele, quando assumiu o município, a cidade tinha uma dívida de R$ 74 bilhões, valor que teria sido reduzido para R$ 27 bilhões ao fim de sua gestão.
Haddad liga Banco Master ao governo Bolsonaro: “uma máfia’Candidato ao governo de São Paulo também criticou as contas do estado e a gestão de Tarcísio de Freitas, adversário na campanhaEleições2026-09-05T18:03:06.560ZO candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) relacionou neste sábado (5) a atuação do Banco Master e de seu controlador, Daniel Vorcaro, ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e classificou o caso como parte de uma “máfia” no Brasil. As declarações foram feitas durante evento de campanha em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Segundo o ex-ministro, embora o Master e Vorcaro tenham “corrompido muita gente”, o banco “nasceu, cresceu e se desenvolveu" durante a gestão de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central nomeado por Bolsonaro. “O Banco Master fez negócio com três ex-ministros do Bolsonaro. [...] Três ministros, o presidente do Banco Central, o candidato a governador de São Paulo e o candidato à Presidência da República, todo mundo pôs a mão no dinheiro do Master e nós não chamamos isso pelo nome que tem? Isso é uma máfia”, disse. Haddad também citou o caso Dark Horse, no qual o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) teria pedido dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre o pai, ao afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “está competindo com um sujeito que se sabe pouco sobre ele e que tudo se sabe é ruim”. “Não tem nada bom no Flávio. O que eu sei do Flávio? Algum projeto de lei? Não. O que eu sei é que ele comprou 50 imóveis em dinheiro vivo, comprou uma mansão milionária no Lago Sul, em Brasília, que ele foi fazer tricô na casa do Vorcaro para pedir R$ 130 milhões para ser depositado em um fundo da família dele nos Estados Unidos”, continuou. Haddad fez uma outra provocação: “Se alguém souber mais alguma coisa do Flávio, favor comunicar. Ninguém sabe. E esse pulha quer ser candidato à Presidência da República”. Contas de São Paulo Durante seu discurso, Haddad também criticou a situação fiscal de São Paulo e afirmou que o estado, segundo ele, deixará de ter as contas equilibradas após décadas de estabilidade. O petista atribuiu a situação à atual gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). “São Paulo tem as contas arrumadas desde o governo Covas, 30 anos atrás. Agora, nós vamos pegar o estado sem caixa e com o déficit orçamentário. Isso que está acontecendo no estado de São Paulo não acontece há 30 anos”, afirmou. De acordo com o candidato, o governo estadual recebeu R$ 22 bilhões em caixa e atualmente teria apenas R$ 5 bilhões disponíveis. Ao defender sua experiência na administração pública, o petista afirmou ter assumido outras funções de governo em momentos de dificuldade. Haddad citou a economia brasileira após a gestão de Bolsonaro e disse: “Pensa numa coisa difícil de arrumar”. O candidato também mencionou sua passagem pela Prefeitura de São Paulo. Segundo ele, quando assumiu o município, a cidade tinha uma dívida de R$ 74 bilhões, valor que teria sido reduzido para R$ 27 bilhões ao fim de sua gestão.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/haddad-liga-banco-master-ao-governo-bolsonaro-uma-mafia
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