Frente do agro promete barrar revisão de benefícios fiscais
Líder da bancada reage a Durigan sobre mudanças de reduções e isenções da reforma tributária; grupo também critica possível taxação de LCA e CRA
Caio Barcellos
Congresso Nacional | Roque de Sá/Agência Senado
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou nesta terça-feira (3) que não aceitará a retirada de benefícios tributários concedidos ao agronegócio durante a reforma tributária.
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"Nós fomos a única bancada que conseguiu mudar 28 pontos da reforma tributária. E nós vamos continuar lutando por eles", afirmou durante entrevista coletiva na sede da FPA.
🔎A CBS é uma contribuição federal criada pela reforma tributária para substituir o PIS e a Cofins a partir de 1º de janeiro de 2027. O tributo será cobrado sobre o consumo de produtos e serviços e integrará o novo sistema tributário brasileiro ao lado do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de estados e municípios
O percentual ficou acima das estimativas anteriores de parte dos especialistas e do Comitê Gestor do IBS, que trabalhava com uma referência de 9,21%. A alíquota ainda será analisada pelo Senado, que terá até 15 de dezembro para deliberar -caso não haja decisão até essa data, prevalecerá o percentual de 11,3468%.
Durigan argumentou que os tratamentos diferenciados aprovados pelo Congresso contribuem para elevar a alíquota geral, uma vez que a arrecadação não obtida com os produtos e serviços beneficiados precisa ser compensada pela tributação dos demais.
Lupion contestou a maneira como os benefícios são classificados e afirmou que determinadas medidas de caráter social são tratadas como subsídios ao agronegócio.
“Eles colocam cesta básica com subsídio ao agro, isso não é verdade. Eles colocam um monte de questões sociais como subsídio ao agronegócio, como exceções do agronegócio e isso não é verdade”, argumentou.
Benefícios ao setor
Entre os pontos que a bancada pretende preservar estão a redução de 60% das alíquotas da CBS e do IBS para determinados produtos agropecuários e insumos utilizados na produção rural, além de regras específicas para pequenos produtores.
A legislação também prevê que produtores rurais com receita anual inferior a R$ 3,6 milhões, observados os demais requisitos legais, não sejam obrigatoriamente contribuintes dos novos tributos.
Lupion criticou ainda exigências administrativas que, segundo ele, vêm sendo discutidas para produtores rurais pessoas físicas, incluindo a necessidade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
"Nós não vamos aceitar nenhum passo atrás em relação a isso", afirmou.
A FPA também prometeu resistir a uma eventual retomada da tributação das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), instrumentos utilizados para captar recursos destinados ao financiamento do setor.
Segundo Lupion, a bancada recebeu informações sobre a possibilidade de o governo voltar a discutir a cobrança de tributos sobre esses investimentos, embora ainda não exista uma proposta formal apresentada.
O deputado argumentou que o financiamento privado representa a maior parte dos recursos utilizados na produção agropecuária e que a tributação dos títulos poderia encarecer o acesso ao crédito.
"Última safra, menos de 20% do financiamento da produção agrícola brasileira foi financiamento público [...] 80% do financiamento foi privado. Nesses 80%, estão justamente esses títulos, além de Fundo de Investimento em Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) e vários outros títulos", afirmou, ao comentar os resultados da última safra.
O parlamentar também disse que a bancada poderá recorrer a um projeto de decreto legislativo (PDL), caso o governo tente tributar esses investimentos por meio do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
A discussão sobre LCA e CRA é separada da reforma tributária sobre o consumo. Enquanto a revisão das exceções envolve a CBS e o IBS, a eventual tributação dos títulos financeiros diz respeito a mudanças na cobrança de tributos sobre investimentos.
Frente do agro promete barrar revisão de benefícios fiscaisLíder da bancada reage a Durigan sobre mudanças de reduções e isenções da reforma tributária; grupo também critica possível taxação de LCA e CRA
Política2026-11-03T18:03:09.457ZO presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou nesta terça-feira (3) que não aceitará a retirada de benefícios tributários concedidos ao agronegócio durante a reforma tributária. A reação ocorreu horas depois de o ministro da Fazenda, Dario Durigan, permitir a redução da alíquota geral sobre o consumo. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! "Nós fomos a única bancada que conseguiu mudar 28 pontos da reforma tributária. E nós vamos continuar lutando por eles", afirmou durante entrevista coletiva na sede da FPA. Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou uma , tributo federal criado pela reforma tributária para substituir o PIS e a Cofins. 🔎A CBS é uma contribuição federal criada pela reforma tributária para substituir o PIS e a Cofins a partir de 1º de janeiro de 2027. O tributo será cobrado sobre o consumo de produtos e serviços e integrará o novo sistema tributário brasileiro ao lado do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de estados e municípios O percentual ficou acima das estimativas anteriores de parte dos especialistas e do Comitê Gestor do IBS, que trabalhava com uma referência de 9,21%. A alíquota ainda será analisada pelo Senado, que terá até 15 de dezembro para deliberar -caso não haja decisão até essa data, prevalecerá o percentual de 11,3468%. Durigan argumentou que os tratamentos diferenciados aprovados pelo Congresso contribuem para elevar a alíquota geral, uma vez que a arrecadação não obtida com os produtos e serviços beneficiados precisa ser compensada pela tributação dos demais. Lupion contestou a maneira como os benefícios são classificados e afirmou que determinadas medidas de caráter social são tratadas como subsídios ao agronegócio. “Eles colocam cesta básica com subsídio ao agro, isso não é verdade. Eles colocam um monte de questões sociais como subsídio ao agronegócio, como exceções do agronegócio e isso não é verdade”, argumentou. Benefícios ao setor Entre os pontos que a bancada pretende preservar estão a redução de 60% das alíquotas da CBS e do IBS para determinados produtos agropecuários e insumos utilizados na produção rural, além de regras específicas para pequenos produtores. A legislação também prevê que produtores rurais com receita anual inferior a R$ 3,6 milhões, observados os demais requisitos legais, não sejam obrigatoriamente contribuintes dos novos tributos. Lupion criticou ainda exigências administrativas que, segundo ele, vêm sendo discutidas para produtores rurais pessoas físicas, incluindo a necessidade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). "Nós não vamos aceitar nenhum passo atrás em relação a isso", afirmou. Tributação de investimentos A FPA também prometeu resistir a uma eventual retomada da tributação das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), instrumentos utilizados para captar recursos destinados ao financiamento do setor. Segundo Lupion, a bancada recebeu informações sobre a possibilidade de o governo voltar a discutir a cobrança de tributos sobre esses investimentos, embora ainda não exista uma proposta formal apresentada. O deputado argumentou que o financiamento privado representa a maior parte dos recursos utilizados na produção agropecuária e que a tributação dos títulos poderia encarecer o acesso ao crédito. "Última safra, menos de 20% do financiamento da produção agrícola brasileira foi financiamento público [...] 80% do financiamento foi privado. Nesses 80%, estão justamente esses títulos, além de Fundo de Investimento em Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) e vários outros títulos", afirmou, ao comentar os resultados da última safra. O parlamentar também disse que a bancada poderá recorrer a um projeto de decreto legislativo (PDL), caso o governo tente tributar esses investimentos por meio do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A discussão sobre LCA e CRA é separada da reforma tributária sobre o consumo. Enquanto a revisão das exceções envolve a CBS e o IBS, a eventual tributação dos títulos financeiros diz respeito a mudanças na cobrança de tributos sobre investimentos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/frente-do-agro-promete-barrar-revisao-de-beneficios-fiscais
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