Economia

Em 15 anos, só 15% das ações no Brasil bateram, de fato, a renda fixa

Conclusão vem de estudo feito pela gestora Sharp Capital; conheça os nomes vencedores

Avatar de Exame.com
Exame.com
08/01/2026, 14:46 • Atualizado em 08/01/2026, 14:46
compartilhar
Painel de cotações na B3 | Germano Lüders/Exame

Painel de cotações na B3 | Germano Lüders/Exame

Um levantamento da gestora Sharp Capital, especializada em investimentos em renda variável, mostra que, ao longo dos últimos 15 anos, apenas 15% das ações negociadas no Brasil conseguiram entregar ao investidor rentabilidade superior ao ganho real da renda fixa, um patamar mínimo para compensar o risco de investir em Bolsa.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A conclusão está na carta mensal de janeiro da casa e é resultado de uma análise retrospectiva que avaliou todas as ações "investíveis" do fundo Sharp Equity Value em seu início, no ano 2010, acompanhando a performance desses papéis até 2025.

A gestora usou como referência a NTN-B — hoje Tesouro IPCA+acrescida de um prêmio real de 3% ao ano. Na prática, esse é um ativo que protege o investidor da inflação e ainda oferece ganho real com risco soberano.

Na avaliação da Sharp, é a partir desse nível que começa, de fato, a criação de valor para o acionista. Ou seja, se uma ação não consegue superar essa referência ao longo de um ciclo longo, ela não compensou o risco assumido de forma adequada.

Mesmo em um horizonte de 15 anos, tempo suficiente para atravessar diferentes ciclos econômicos e taxas de juros, 85% das ações brasileiras ficaram abaixo da linha mínima de retorno.

Custo de capital: o grande vilão

Para a gestora, o número ajuda a explicar por que investir em renda variável no Brasil tem sido historicamente desafiador: o custo de capital elevado.

Ainda assim, algumas empresas conseguiram se destacar de maneira positiva. Ao observar retorno acumulado e a riqueza efetivamente criada ao longo desses 15 anos, três nomes entre as investíveis aparecem com frequência no topo da distribuição: Mercado Livre, Equatorial e WEG.

Segundo a gestora, as empresas combinam qualidade de negócios com decisões de capital acertadas ao longo do tempo.

Nomes vencedores

A Equatorial, por exemplo, mostrou disciplina ao devolver recursos aos acionistas quando não havia oportunidades atrativas e paciência para esperar o momento certo de investir, aproveitando privatizações complexas que afastavam concorrentes.

A WEG seguiu um caminho semelhante ao investir de forma contracíclica em segmentos industriais considerados maduros ou fora de moda, colhendo retornos elevados quando o ciclo virou.

Já o Mercado Livre priorizou decisões estratégicas de longo prazo, mesmo ao custo de sacrificar resultados no curto prazo, em apostas que reforçaram sua escala e suas barreiras competitivas, como a oferta de frete grátis aos compradores.

Perder valor virou regra

Se as histórias de sucesso são poucas, as de fracasso são numerosas. A Sharp aponta que cerca de 20% das ações investíveis pelo seu fundo perderam mais de 90%, em termos reais, no período de 15 anos, e destaca empresas como Casas Bahia, Oi, Gol, Lojas Americanas e Gafisa.

"Se a história se repetir, isso significaria dizer que uma a cada cinco empresas listadas atualmente irão colapsar nos próximos 15 anos, entre elas algumas das maiores e mais conhecidas empresas do Brasil. Identificar esses casos é tão importante quanto o oposto", diz a carta da Sharp.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Sem corda, jovem morre durante queda de bungee jump em SP

Sem corda, jovem morre durante queda de bungee jump em SP

Imagem da notícia: Keiko Fujimori rejeita recontagem total de votos no Peru

Keiko Fujimori rejeita recontagem total de votos no Peru

Imagem da notícia: Catar e Suíça na Copa do Mundo; siga em tempo real

Catar e Suíça na Copa do Mundo; siga em tempo real

Imagem da notícia: Flávio lamenta não poder ver jogo da Copa com pai

Flávio lamenta não poder ver jogo da Copa com pai

Imagem da notícia: Sem corda, jovem morre durante queda de bungee jump em SP

Sem corda, jovem morre durante queda de bungee jump em SP

Imagem da notícia: Keiko Fujimori rejeita recontagem total de votos no Peru

Keiko Fujimori rejeita recontagem total de votos no Peru

Imagem da notícia: Catar e Suíça na Copa do Mundo; siga em tempo real

Catar e Suíça na Copa do Mundo; siga em tempo real

Imagem da notícia: Flávio lamenta não poder ver jogo da Copa com pai

Flávio lamenta não poder ver jogo da Copa com pai

Últimas notícias

Irã descarta assinar acordo de paz com EUA no domingo (14)

Governo iraniano mantém possibilidade de formalização nos próximos dias, mas cita cautela diante da postura norte-americana

Marrocos: de colônia ao protagonismo, além do gramado

País une geopolítica, identidade e futebol para se firmar como potência emergente no cenário internacional

Morre Vovô Anésio, fenômeno do TikTok, aos 88 anos

Influenciador conhecido pelo humor simples acumulava mais de 6,8 milhões de seguidores na plataforma digital ao lado do neto Caio Fiori

Lula a Ancelotti: "Copa a gente não disputa, a gente ganha"

Em recado a Ancelotti, presidente incentivou jogadores antes da estreia do Brasil contra o Marrocos neste sábado (13)

Mega-Sena: estreia do Brasil na Copa altera datas do sorteio

Concurso 3018 deste sábado (13) passou para domingo (14); horário também sofreu alteração

Nome de Trump é removido da fachada do Kennedy Center

Presidente colocou seu nome em cima do nome do ex-presidente; Justiça afirmou que medida aconteceu sem aprovação do Congresso