Ouro pode chegar a US$ 5 mil por onça no primeiro semestre, diz HSBC
A instituição prevê uma grande oscilação no preço para o ano de 2026, que pode ir de US$ 5 mil a US$ 3,95 mil


Exame.com
Riscos geopolíticos e o aumento da dívida podem elevar o preço do ouro a US$ 5 mil a onça no primeiro semestre de 2026, segundo informou o banco HSBC nesta quinta-feira (8).
Mas, segundo informações da Reuters, a instituição reduziu a previsão média de preço do ouro para 2026 de US$ 4,6 mil para US$ 4,58 mil a onça, citando riscos de que a alta dos preços possa desencadear uma correção.
Essa correção poderá ser ainda mais profunda caso os riscos geopolíticos diminuam, ou se o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) deixe de reduzir as taxas de juros.
Por isso, o presidente do HSBC disse que a instituição prevê uma grande oscilação no preço para o ano, de US$ 5 mil a US$ 3,95 mil.
O banco também elevou suas projeções de preço médio para 2027 e 2028 para US$ 4,62 mil e US$ 4,7 mil, ante US$ 3,95 mil e US$ 3,63 mil, respectivamente. A nota indicou uma projeção de preço para o final de 2027 de US$ 4.600 e introduziu uma projeção de preço médio para 2029 de US$ 4.775.
O ouro à vista estava sendo negociado perto de US$ 4,42 mil nesta quinta, após registrar um ganho anual de 64% em 2025, o maior desde 1979.
Recordes do ouro
O banco HSBC já destacou anteriormente que déficits fiscais crescentes nos Estados Unidos e em outras economias importantes têm impulsionado a demanda pelo ouro. Na ocasião, o banco também atribuiu o bom momento do metal a tensões entre China e Estados Unidos. No fim de 2025, Pequim acusou Washington de distorcer informações sobre controles de terras raras.
Agora, o choque geopolítico do movimento dos Estados Unidos na Venezuela, com a captura do presidente Nicolás Maduro, reaquece ainda mais a busca global por ativos de proteção e reforça a estratégia do ouro como investimento atrativo.
O recorde do ouro coincide com a queda no valor do dólar. O metal atua como reserva de valor alternativa à moeda americana, especialmente em cenários de instabilidade política.









