Saúde

Rinite alérgica infantil: laser de baixa potência é novidade em tratamento

Entenda como a luz de baixa potência pode reduzir a inflamação nasal e trazer mais conforto para crianças

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A rinite alérgica é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns na infância. Caracterizada pela inflamação persistente da mucosa nasal, ela provoca sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida das crianças, como coceira intensa no nariz e nos olhos, espirros frequentes, congestão nasal e secreção excessiva. Em muitos casos, esses sintomas interferem no sono, no rendimento escolar e até no comportamento, o que gera cansaço, irritabilidade e dificuldade de concentração.

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Por se tratar de uma condição inflamatória crônica, o tratamento da rinite alérgica vai além do alívio pontual dos sintomas. O objetivo é controlar o processo inflamatório, reduzir crises e melhorar o bem-estar da criança ao longo do tempo. Nesse contexto, a fotobiomodulação com laser de baixa potência vem ganhando destaque como uma ferramenta complementar, segura e indolor, especialmente no público pediátrico.

Rinite alérgica e inflamação crônica da mucosa nasal

Na rinite alérgica, o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias geralmente inofensivas, como ácaros, pólen, mofo ou pelos de animais. Esse contato desencadeia uma cascata inflamatória na mucosa nasal, com liberação de mediadores como a histamina, responsáveis pela coceira, pelo aumento da secreção e pelo inchaço dos tecidos.

Em crianças, essa inflamação tende a ser persistente, principalmente quando há exposição contínua aos alérgenos. O uso recorrente de medicamentos, como os anti-histamínicos e os corticosteroides nasais, costuma ser eficaz, mas nem sempre é suficiente para controlar totalmente os sintomas ou evitar efeitos colaterais em tratamentos prolongados. Por isso, abordagens complementares que atuem diretamente na inflamação têm sido cada vez mais estudadas.

Como a fotobiomodulação atua no alívio dos sintomas

A fotobiomodulação, também conhecida como terapia com laser de baixa potência, utiliza comprimentos de onda específicos da luz para estimular processos biológicos nos tecidos. Diferentemente de lasers cirúrgicos, ela não corta nem aquece, atuando de forma bioquímica e celular.

No caso da rinite alérgica, o laser de baixa potência exerce efeito anti-inflamatório, modulando a resposta imunológica local. Estudos mostram que essa terapia pode reduzir a liberação de mediadores inflamatórios, melhorar a microcirculação da mucosa nasal e favorecer a regeneração dos tecidos. Como resultado, há diminuição de sintomas como coceira nasal, congestão e produção excessiva de secreção.

A aplicação é rápida, indolor e bem tolerada pelas crianças, o que facilita a adesão ao tratamento. Além disso, a fotobiomodulação não substitui o acompanhamento médico nem os tratamentos convencionais, mas pode potencializar seus efeitos e contribuir para um controle mais confortável da doença.

Laser de baixa potência usado no tratamento de rinite alérgica infantil | Reprodução/Brazil Health
Laser de baixa potência usado no tratamento de rinite alérgica infantil | Reprodução/Brazil Health

Mais conforto e qualidade de vida para crianças com rinite

O principal benefício da fotobiomodulação no tratamento da rinite alérgica infantil é o aumento do conforto. Ao reduzir a inflamação da mucosa nasal, a criança passa a respirar melhor, dorme com mais qualidade e apresenta menos irritação ocular e nasal ao longo do dia. Isso se reflete diretamente em melhora do humor, da disposição e do desempenho nas atividades diárias.

Outro ponto relevante é a segurança. Quando realizada por profissionais capacitados e dentro de protocolos adequados, a terapia com laser de baixa potência apresenta baixo risco e pode ser utilizada como parte de uma abordagem integrada, sempre respeitando as necessidades individuais de cada paciente.

Diante da alta prevalência da rinite alérgica na infância, a fotobiomodulação surge como mais uma ferramenta baseada na ciência para auxiliar no controle da inflamação e no alívio dos sintomas, oferecendo às crianças uma alternativa que une tecnologia, conforto e cuidado contínuo.

* Lara Motta é biomédica, PhD em Ciências da Saúde, professora e pesquisadora em Medicina Biofotônica da Universidade Nove de Julho e membro da Brazil Health

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