Polícia

PM é preso após matar casal de mulheres no ES; militar era investigado por morte de trans

Crime aconteceu em Cariacica e foi registrado por câmeras de segurança; imagens mostram o policial fardado atirando contra as vítimas

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Um policial militar foi preso após matar um casal de mulheres a tiros em Cariacica, na região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo, nesta quarta-feira (8).

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O suspeito, identificado como Luiz Gustavo Xavier do Vale, já era investigado por homicídio de uma mulher trans durante uma abordagem.

As vítimas foram identificadas como Francisca Dias Viana e Daniele Toneto Rocha. O casal estava junto há sete anos e morava, havia quatro, na mesma região da ex-companheira do policial.

Câmeras de segurança registraram o momento do crime. Nas imagens, o policial aparece fardado e atira contra uma das vítimas, que estava de costas. Antes disso, a companheira dela já havia sido baleada e aparece caindo ao lado de uma viatura.

Casal teria discutido com a ex do policial

Segundo a investigação, a confusão começou após um desentendimento entre a ex-esposa do policial e as vítimas. Testemunhas relataram que já havia histórico de conflitos entre as vizinhas.

“Elas vêm me testando, me provocando. Dizem que, se eu quiser morar em outro lugar, devo sair daqui, porque a casa não é minha, que a casa é delas — tudo por causa de um ar-condicionado”, relatou a ex-esposa ao Sim Notícias.

Ela afirmou ainda que a situação piorou na manhã de quarta-feira (8), após novas ofensas. Segundo o relato, o filho do casal, de oito anos, que é autista, também teria sido alvo de comentários.

“Xingaram ele e disseram que ele não era autista porque estava jogando bola até altas horas da noite”, afirmou.

Após o episódio, a mulher contou que desceu até a rua com uma faca e teria sido agredida pelas vizinhas. Segundo o relato, ela foi empurrada contra um muro, teve o cabelo puxado e a unha quebrada.

A briga só teria sido interrompida por outra moradora. Em seguida, ela ligou para Luiz, que estava de serviço, pedindo ajuda.

Segundo o relato da mulher, os disparos ocorreram quando uma das vítimas teria avançado em direção ao policial. Ela afirmou que não conseguiu ver exatamente o que aconteceu, mas disse que presenciou o momento em que o militar sacou a arma e atirou.

Uma das mulheres morreu no local. A outra chegou a ser socorrida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

Policial já respondia por outro caso

O cabo da Polícia Militar estava afastado das atividades de rua desde 2022. Ele responde a um processo pela morte de uma mulher trans durante uma abordagem.

Após o crime desta semana, ele foi preso em flagrante e levado para a corregedoria da corporação. Até o momento, a defesa do policial não foi localizada.

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