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Funcionários da USP aprovam greve geral por tempo indeterminado

Paralisação começa em 14 de abril após decisão sobre reajuste exclusivo para docentes gerar protestos entre servidores

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Greve está prevista para iniciar dia 14/04 - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Funcionários da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram, por unanimidade, uma greve geral por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia nesta quinta-feira (9), na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). A paralisação está prevista para começar no dia 14 de abril.

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O principal motivo da greve é a insatisfação com uma decisão da reitoria que aprovou o pagamento de uma gratificação de R$ 4.500 mensais apenas para docentes.

Para os funcionários, a medida quebra o princípio de isonomia, ao deixar de fora cerca de 13 mil trabalhadores da universidade.

Segundo os servidores, o valor total previsto para a gratificação, estimado em cerca de R$ 476 milhões em dois anos, deveria ser distribuído entre os funcionários. Com isso, o reajuste equivalente seria de aproximadamente R$ 1.600 por servidor, incorporado ao salário.

Os trabalhadores também reivindicam igualdade nas regras de compensação de horas em feriados e recessos, melhores condições para terceirizados e o fim da escala 6x1 para esses profissionais.

Estudantes também podem aderir à greve

Os estudantes da USP anunciaram apoio às reivindicações dos funcionários e devem realizar uma paralisação no dia 14, primeiro dia da greve.

Há ainda a possibilidade de adesão total dos alunos, o que será discutido em assembleias estudantis.

Para o início da greve, está prevista uma passeata dentro do campus, com concentração às 14h em frente à administração central. O ato deve reunir funcionários e estudantes em mobilização conjunta.

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