Confronto com agentes do ICE deixa um morto no Maine
Vítima é um colombiano de 26 anos, segundo grupos de defesa dos direitos humanos; organização diz que ele deixa a companheira e um filho pequeno
Sofia Pilagallo
13/07/2026, 22:18 • Atualizado em 14/07/2026, 01:38
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Polícia atua no local de tiroteio envolvendo o ICE em Biddeford, no Maine, EUA | Foto: CJ Gunther/Reuters - 13.07.2026
Um agente do ICE, o Serviço de Imigração dos Estados Unidos, matou um homem a tiros na manhã desta segunda-feira (13), na cidade costeira de Biddeford, no estado do Maine, segundo o gabinete do procurador-geral estadual. Quase oito horas após o episódio, as circunstâncias da morte ainda eram pouco conhecidas, e as autoridades federais não haviam divulgado informações sobre a ocorrência.
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Dois grupos de defesa dos direitos dos imigrantes — a Coalizão de Direitos dos Imigrantes do Maine e a Presente! Maine — informaram, em comunicado conjunto, que a vítima era um colombiano de 26 anos. De acordo com outra organização, a Project Relief, ele deixa a companheira e um filho pequeno.
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Em coletiva de imprensa realizada em Portland, o senador independente Angus King afirmou que os agentes envolvidos não usavam câmeras corporais. A governadora do Maine, o prefeito de Biddeford e outras autoridades disseram buscar esclarecimentos sobre o caso e cobraram uma investigação completa da morte.
O episódio ocorreu poucos dias após outro caso semelhante. Na semana passada, agentes do ICE mataram Lorenzo Salgado Araujo, um mexicano, pai de três filhos, que vivia havia mais de 30 anos nos EUA sem status migratório regular. Ele não era o alvo da operação, que buscava dois imigrantes guatemaltecos e, assim como no caso do Maine, os agentes aparentemente não utilizavam câmeras corporais.
Moradores próximos ao cruzamento onde ocorreu o tiroteio afirmaram que tudo aconteceu por volta das 7h15 (horário local, 8h15 em Brasília). Em entrevistas ao jornal "The New York Times", várias testemunhas relataram ter ouvido vários disparos e, em seguida, visto um homem caído ao lado de um carro.
Mia Covino, de 26 anos, que mora nas proximidades, relatou ter ouvido quatro ou cinco tiros e se jogado no chão dentro de casa. Ao olhar pela janela, viu dois agentes à paisana usando coletes verdes e um carro branco girando lentamente no cruzamento. Um deles gritava que "ele tentou me atropelar", em referência ao homem morto, enquanto o outro pedia que o colega "parasse, relaxasse e se acalmasse".
Outra moradora da região, Mary Hayes, também presenciou a cena. Ela contou ter visto uma mulher ajoelhada, gritando ao lado de uma menina com uma mochila rosa, que era consolada por outra criança: "Eu ouvi agonia. Ouvi um uivo que vinha da alma dela, como se a vida dela tivesse acabado de mudar para sempre", afirmou.
O Maine intensificou as operações de fiscalização migratória em janeiro. Moradores de Biddeford, cidade de cerca de 22 mil habitantes localizada a aproximadamente 32 quilômetros ao sul de Portland, disseram que agentes do ICE têm atuado com frequência na região nos últimos meses.
Talla Fall, um senegalês que mora perto do local do confronto, afirmou que agentes do ICE têm circulado pelo bairro "todos os dias, todas as semanas". Para ele, o caso "levanta sérias preocupações sobre os protocolos e o treinamento que esses agentes recebem para evitar que situações como essa terminem com alguém baleado na cabeça".
No início dos anos 2000, o estado recebeu um grande fluxo de refugiados da Somália e, desde então, reassentou pessoas que fugiam de conflitos em outros países africanos e do Oriente Médio. Nos últimos anos, também passou a atrair um número crescente de imigrantes latino-americanos, muitos deles estabelecidos em Biddeford, tradicional cidade operária do litoral.
Confronto com agentes do ICE deixa um morto no MaineVítima é um colombiano de 26 anos, segundo grupos de defesa dos direitos humanos; organização diz que ele deixa a companheira e um filho pequenoMundo2026-07-13T22:18:59.158ZUm agente do ICE, o Serviço de Imigração dos Estados Unidos, matou um homem a tiros na manhã desta segunda-feira (13), na cidade costeira de Biddeford, no estado do Maine, segundo o gabinete do procurador-geral estadual. Quase oito horas após o episódio, as circunstâncias da morte ainda eram pouco conhecidas, e as autoridades federais não haviam divulgado informações sobre a ocorrência. Dois grupos de defesa dos direitos dos imigrantes — a Coalizão de Direitos dos Imigrantes do Maine e a Presente! Maine — informaram, em comunicado conjunto, que a vítima era um colombiano de 26 anos. De acordo com outra organização, a Project Relief, ele deixa a companheira e um filho pequeno. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Em coletiva de imprensa realizada em Portland, o senador independente Angus King afirmou que os agentes envolvidos não usavam câmeras corporais. A governadora do Maine, o prefeito de Biddeford e outras autoridades disseram buscar esclarecimentos sobre o caso e cobraram uma investigação completa da morte. O episódio ocorreu poucos dias após outro caso semelhante. Na semana passada, , um mexicano, pai de três filhos, que vivia havia mais de 30 anos nos EUA sem status migratório regular. Ele não era o alvo da operação, que buscava dois imigrantes guatemaltecos e, assim como no caso do Maine, os agentes aparentemente não utilizavam câmeras corporais. Moradores próximos ao cruzamento onde ocorreu o tiroteio afirmaram que tudo aconteceu por volta das 7h15 (horário local, 8h15 em Brasília). Em entrevistas ao jornal "The New York Times", várias testemunhas relataram ter ouvido vários disparos e, em seguida, visto um homem caído ao lado de um carro. Mia Covino, de 26 anos, que mora nas proximidades, relatou ter ouvido quatro ou cinco tiros e se jogado no chão dentro de casa. Ao olhar pela janela, viu dois agentes à paisana usando coletes verdes e um carro branco girando lentamente no cruzamento. Um deles gritava que "ele tentou me atropelar", em referência ao homem morto, enquanto o outro pedia que o colega "parasse, relaxasse e se acalmasse". Outra moradora da região, Mary Hayes, também presenciou a cena. Ela contou ter visto uma mulher ajoelhada, gritando ao lado de uma menina com uma mochila rosa, que era consolada por outra criança: "Eu ouvi agonia. Ouvi um uivo que vinha da alma dela, como se a vida dela tivesse acabado de mudar para sempre", afirmou. O Maine intensificou as operações de fiscalização migratória em janeiro. Moradores de Biddeford, cidade de cerca de 22 mil habitantes localizada a aproximadamente 32 quilômetros ao sul de Portland, disseram que agentes do ICE têm atuado com frequência na região nos últimos meses. Talla Fall, um senegalês que mora perto do local do confronto, afirmou que agentes do ICE têm circulado pelo bairro "todos os dias, todas as semanas". Para ele, o caso "levanta sérias preocupações sobre os protocolos e o treinamento que esses agentes recebem para evitar que situações como essa terminem com alguém baleado na cabeça". No início dos anos 2000, o estado recebeu um grande fluxo de refugiados da Somália e, desde então, reassentou pessoas que fugiam de conflitos em outros países africanos e do Oriente Médio. Nos últimos anos, também passou a atrair um número crescente de imigrantes latino-americanos, muitos deles estabelecidos em Biddeford, tradicional cidade operária do litoral.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/confronto-com-agentes-do-ice-deixa-um-morto-no-maine
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