Tarifaço dos EUA gera pessimismo na indústria, diz CNI
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu 2,3 pontos em julho, impulsionado por cenário externo
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Artur Maldaner
13/07/2026, 21:46 • Atualizado em 13/07/2026, 21:46
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Indústria | Agência Brasil
Em antecipação à possível retomada das tarifas americanas sobre produtos do Brasil, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) aponta para o agravamento do pessimismo no setor. Entre junho e julho o ICEI caiu 2,3 pontos, passando de 46,7 pontos para 44,4 pontos.
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O indicador está em seu pior patamar desde junho de 2020, durante a pandemia de Covid-19. Os resultados também reforçam a sequência negativa do ICEI, que está em queda desde janeiro de 2025.
Neste mês, são 19 meses de índice abaixo da linha dos 50 pontos. O ICEI vai de 0 a 100 pontos. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança, enquanto valores acima de 50 pontos apontam confiança dos empresários industriais.
A pesquisa sobre as percepções dos empresários foi divulgada nesta segunda (13), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O mês de julho foi marcado pela queda de ambos índices que compõem o ICEI. O Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos industriais sobre a economia atual, recuou 0,7 ponto, para 41,6 pontos.
Já o Índice de Expectativas, que mede projeções para os próximos seis meses, caiu 3,1 pontos, registrando 45,8 pontos. É a maior queda do índice desde novembro de 2022.
Cenário externo preocupa
O ICEI mediu que, em julho, os setores menos confiantes com a situação presente e futura da economia foram o dos biocombustíveis e da metalurgia, ambos com 40,2 pontos, seguidos pelo setor de madeira, com 41,4 pontos e de couro, com 41,8.
Na análise de Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI, a piora das expectativas pode ser explicada pelo cenário de incerteza de decisões externas.
“Tanto o acirramento da guerra no Oriente Médio, que ocorreu no início do mês, como também a eventual retomada de tarifas americanas sobre produtos brasileiros”, avaliou.
Segundo a CNI, as medidas de confiança dos empresários da indústria podem ser utilizadas para medir tendências no setor. Um período longo de pessimismo, por exemplo, pode-se traduzir em redução na empregabilidade, produção e investimentos.
Outros indicadores mostram uma desaceleração no setor industrial. Segundo levantamento do IBGE, em maio de 2026 a produção caiu 0,2% frente a abril, primeiro resultado negativo do ano, que via um crescimento da indústria nacional.
Tarifaço dos EUA gera pessimismo na indústria, diz CNIO Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu 2,3 pontos em julho, impulsionado por cenário externoEconomia2026-07-13T21:46:36.570ZEm antecipação à possível retomada das tarifas americanas sobre produtos do Brasil, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) aponta para o agravamento do pessimismo no setor. Entre junho e julho o ICEI caiu 2,3 pontos, passando de 46,7 pontos para 44,4 pontos. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O indicador está em seu pior patamar desde junho de 2020, durante a pandemia de Covid-19. Os resultados também reforçam a sequência negativa do ICEI, que está em queda desde janeiro de 2025. Neste mês, são 19 meses de índice abaixo da linha dos 50 pontos. O ICEI vai de 0 a 100 pontos. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança, enquanto valores acima de 50 pontos apontam confiança dos empresários industriais. A pesquisa sobre as percepções dos empresários foi divulgada nesta segunda (13), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O mês de julho foi marcado pela queda de ambos índices que compõem o ICEI. O Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos industriais sobre a economia atual, recuou 0,7 ponto, para 41,6 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede projeções para os próximos seis meses, caiu 3,1 pontos, registrando 45,8 pontos. É a maior queda do índice desde novembro de 2022. Cenário externo preocupa O ICEI mediu que, em julho, os setores menos confiantes com a situação presente e futura da economia foram o dos biocombustíveis e da metalurgia, ambos com 40,2 pontos, seguidos pelo setor de madeira, com 41,4 pontos e de couro, com 41,8. Na análise de Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI, a piora das expectativas pode ser explicada pelo cenário de incerteza de decisões externas. “Tanto o acirramento da guerra no Oriente Médio, que ocorreu no início do mês, como também a eventual retomada de tarifas americanas sobre produtos brasileiros”, avaliou. Segundo a CNI, as medidas de confiança dos empresários da indústria podem ser utilizadas para medir tendências no setor. Um período longo de pessimismo, por exemplo, pode-se traduzir em redução na empregabilidade, produção e investimentos. Outros indicadores mostram uma desaceleração no setor industrial. Segundo levantamento do IBGE, em maio de 2026 a produção caiu 0,2% frente a abril, primeiro resultado negativo do ano, que via um crescimento da indústria nacional. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/tarifaco-dos-eua-gera-pessimismo-na-industria-diz-cni
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