Política

Direita critica suspensão de visitas de Flávio a Bolsonaro

Aliados dizem que medida contrasta com tratamento dado a Lula, que manteve articulação política durante a eleição de 2018 mesmo preso

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O ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro | REUTERS/Adriano Machado

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro | REUTERS/Adriano Machado

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) provocou reação de aliados da direita nesta segunda-feira (13).

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Parlamentares e apoiadores classificaram a medida como desproporcional, acusaram o magistrado de perseguição política e compararam o caso ao período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso em Curitiba, manteve interlocução com aliados e articulou a candidatura de Fernando Haddad à Presidência em 2018.

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O líder da oposição no Senado e coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a decisão tenta tornar Bolsonaro “incomunicável” e representa uma interferência no cenário político.

Em nota publicada no X, o senador argumentou que Lula recebeu centenas de visitas durante o período em que esteve preso, manteve interlocução com aliados e divulgou cartas públicas que repercutiram politicamente.

“O contraste é evidente. Preso em 2018, Lula recebeu centenas de visitas e manteve interlocução política com seus aliados, inclusive Fernando Haddad. Durante a campanha eleitoral, manifestou-se publicamente por cartas, chegando a pedir votos para o candidato que o substituiu. Ainda preso, concedeu entrevistas à imprensa e suas declarações repercutiram amplamente nas redes sociais”, declarou Marinho.

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) também fez referência ao período ao compartilhar uma notícia sobre uma carta divulgada por Lula em 2018 em apoio à candidatura de Haddad.

“Mesmo com a torcida contra dos permitidos, é Flavio Bolsonaro ou acabou o país!”, afirmou Carlos no X.

O senador Sergio Moro (União-PR), que era juiz responsável pelos processos da Operação Lava Jato quando Lula foi preso, também comparou as situações.

Em publicação nas redes sociais, afirmou que o petista recebeu 572 visitas durante o período em que esteve preso, incluindo a de Haddad. Segundo Moro, os visitantes costumavam conceder entrevistas à imprensa relatando conversas com Lula. O senador também disse que “nunca” cogitou “cercear o direito de visita ou de correspondência” do petista.

“Já Bolsonaro agora não pode mais receber visitas de seu filho, Flávio Bolsonaro, na prisão domiciliar e, pelo jeito, também não tem assegurado o direito de correspondência previsto na lei para todo preso. Falta proporcionalidade e legalidade à decisão do Min. Moraes”, disse.

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) classificou a medida como “ditadura” e afirmou que a decisão busca prejudicar a campanha eleitoral.

Já o influenciador Paulo Figueiredo declarou que Moraes tenta “matar o bolsonarismo”.

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