Economia

Governo quer fortalecer relação econômica com os EUA, diz secretária do Comércio Exterior

Em entrevista ao SBT News, Tatiana Prazeres afirmou que ampliar mercados é prioridade e diz que acordo Mercosul–UE está pronto para assinatura

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, afirmou nesta quarta-feira (7) que a principal prioridade do governo brasileiro para 2026 é ampliar a rede de acordos comerciais. Em entrevista ao SBT News, ela disse ainda que o Executivo trabalha para retomar e fortalecer o vínculo econômico com os Estados Unidos.

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A relação entre Brasília e Washington ficou mais tensa após declarações do presidente norte-americano Donald Trump em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, além do anúncio de tarifas de 50% sobre importações brasileiras. Após contatos entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as tarifas foram revogadas para a maioria dos produtos.

Segundo Tatiana Prazeres, o objetivo é reconstruir a relação bilateral sem abrir mão da diversificação de parceiros. Ela destacou que o governo busca "uma relação de ganho mútuo", ao mesmo tempo em que amplia a presença do Brasil em novos mercados, com apoio da ApexBrasil e da conclusão de acordos comerciais.

"A ideia é retomar e ampliar o vínculo econômico e comercial com os Estados Unidos. Trata-se de uma relação de ganho mútuo, em um comércio que gera empregos, oportunidades e investimentos nos dois países, ao mesmo tempo em que buscamos novos espaços, sem prejuízo de outras parcerias.Nessa busca por novos mercados, destaco o esforço de promoção comercial da ApexBrasil e também a conclusão de novos acordos comerciais", afirmou.

Acordo Mercosul–União Europeia

Sobre o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, Tatiana Prazeres afirmou que o texto está pronto para assinatura. Segundo ela, as negociações foram concluídas no fim de 2024 e, em 2025, passaram por revisão jurídica e tradução para os idiomas oficiais do bloco europeu.

A assinatura, no entanto, depende da aprovação do Conselho Europeu. O processo sofreu atrasos após resistências de países como França, Itália, Polônia e Hungria, além de protestos de milhares de agricultores em Bruxelas.

“O acordo está pronto para ser assinado. As negociações foram concluídas no final de 2024. Em 2025, houve a revisão jurídica do texto e a tradução para os diversos idiomas oficiais da União Europeia. Agora, chegou o momento da assinatura, embora seja necessária a aprovação do Conselho Europeu para que isso ocorra. Eu costumo dizer que o Mercosul está pronto, mas não está parado”, afirmou a secretária.

Expectativas para 2026

A secretária afirmou que a palavra que define o comércio exterior brasileiro é “resiliência”. Dados divulgados pelo MDIC mostram que a balança comercial do Brasil registrou superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, resultado de US$ 348,7 bilhões em exportações e US$ 280,3 bilhões em importações.

O resultado foi o terceiro maior da série histórica, atrás apenas de 2023, quando o superávit atingiu US$ 98,9 bilhões, e de 2024, que fechou em US$ 74,1 bilhões.

Para 2026, a expectativa do governo é que as exportações fiquem entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, com crescimento do superávit comercial. Segundo Tatiana Prazeres, o cenário para o próximo ano é considerado positivo.

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