Golpistas usam IA para forjar comida estragada; entenda
Inteligência artificial tem sido usada para alterar fotos de alimentos e simular produtos estragados em pedidos de aplicativos; comerciantes denunciam fraudes
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SBT News, SBT Brasil
Golpistas encontraram uma nova forma de conseguir comida de graça por aplicativos de entrega. Com o uso de inteligência artificial (IA), criminosos estão manipulando imagens de alimentos para criar a aparência de produtos estragados e, em seguida, solicitar reembolso às plataformas.
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A fraude começa com uma reclamação falsa. Fotos de doces, salgados e outros alimentos são alteradas digitalmente para parecerem contaminadas, com sinais de mofo, sujeira ou até objetos estranhos. As imagens, então, são enviadas aos aplicativos como suposta prova de que o pedido chegou em más condições.
Foi o que aconteceu com a empresária Diva Spagnuolo. Uma cliente enviou uma foto de rosquinhas confeitadas com aparência de mofadas e afirmou ter recebido os produtos daquele jeito. A empresária, preocupada com o prejuízo financeiro e com a reputação da loja, precisou reunir provas rapidamente.
“Eu tinha que me documentar rapidamente para não ter prejuízo. Não só o prejuízo financeiro, como desgaste da loja”, relatou.
Carol Martineli, dona de uma rede de coxinhas, passou pela mesma situação e compara as imagens feitas antes do envio com as recebidas nas falsas reclamações. Graças às ferramentas de IA, em segundos, os produtos aparecem completamente modificados.
Segundo a empresária, as tentativas de fraude cresceram cerca de 30% após a popularização dessas tecnologias. Entre as alterações feitas pelos golpistas estão imagens simulando alimentos mofados, presença de cabelos ou até animais contaminando os produtos.
Especialistas alertam que criar uma reclamação falsa para conseguir reembolso pode configurar crime. Caso a fraude seja identificada, o usuário pode ser banido da plataforma de entrega e responder a uma investigação policial.
Antes e depois da imagem alterada com IA. | Reprodução/SBT
Como prevenir o golpe?
No estabelecimento de dona Diva, uma das medidas adotadas foi fotografar todos os pedidos antes da entrega. O registro serve como uma forma de comprovar que o alimento foi preparado, embalado e enviado em boas condições.
“É uma garantia para poder amanhã, numa situação qualquer, poder me defender”, explicou Dona Diva.
A recomendação é que comerciantes no geral registrem provas, guardem fotos dos produtos antes do envio e, em caso de golpe confirmado, façam um boletim de ocorrência.
Maria Inês Dolci, especialista em defesa do consumidor, orienta sobre a importância de registrar o crime: "Tem que fazer, na verdade, um boletim de ocorrência por estelionato digital, informar os dados da entrega, endereço de envio, nome do perfil, prints. A pena pode ser de reclusão de 4 a 8 anos e multa."
Golpistas usam IA para forjar comida estragada; entendaInteligência artificial tem sido usada para alterar fotos de alimentos e simular produtos estragados em pedidos de aplicativos; comerciantes denunciam fraudesBrasil2026-08-06T15:04:45.411ZGolpistas encontraram uma nova forma de conseguir comida de graça por aplicativos de entrega. Com o uso de inteligência artificial (IA), criminosos estão manipulando imagens de alimentos para criar a aparência de produtos estragados e, em seguida, solicitar reembolso às plataformas. A fraude começa com uma reclamação falsa. Fotos de doces, salgados e outros alimentos são alteradas digitalmente para parecerem contaminadas, com sinais de mofo, sujeira ou até objetos estranhos. As imagens, então, são enviadas aos aplicativos como suposta prova de que o pedido chegou em más condições. Foi o que aconteceu com a empresária Diva Spagnuolo. Uma cliente enviou uma foto de rosquinhas confeitadas com aparência de mofadas e afirmou ter recebido os produtos daquele jeito. A empresária, preocupada com o prejuízo financeiro e com a reputação da loja, precisou reunir provas rapidamente. “Eu tinha que me documentar rapidamente para não ter prejuízo. Não só o prejuízo financeiro, como desgaste da loja”, relatou. Carol Martineli, dona de uma rede de coxinhas, passou pela mesma situação e compara as imagens feitas antes do envio com as recebidas nas falsas reclamações. Graças às ferramentas de IA, em segundos, os produtos aparecem completamente modificados. Segundo a empresária, as tentativas de fraude cresceram cerca de 30% após a popularização dessas tecnologias. Entre as alterações feitas pelos golpistas estão imagens simulando alimentos mofados, presença de cabelos ou até animais contaminando os produtos. Especialistas alertam que criar uma reclamação falsa para conseguir reembolso pode configurar crime. Caso a fraude seja identificada, o usuário pode ser banido da plataforma de entrega e responder a uma investigação policial. Como prevenir o golpe? No estabelecimento de dona Diva, uma das medidas adotadas foi fotografar todos os pedidos antes da entrega. O registro serve como uma forma de comprovar que o alimento foi preparado, embalado e enviado em boas condições. “É uma garantia para poder amanhã, numa situação qualquer, poder me defender”, explicou Dona Diva. A recomendação é que comerciantes no geral registrem provas, guardem fotos dos produtos antes do envio e, em caso de golpe confirmado, façam um boletim de ocorrência. Maria Inês Dolci, especialista em defesa do consumidor, orienta sobre a importância de registrar o crime: "Tem que fazer, na verdade, um boletim de ocorrência por estelionato digital, informar os dados da entrega, endereço de envio, nome do perfil, prints. A pena pode ser de reclusão de 4 a 8 anos e multa." São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/golpistas-usam-ia-para-forjar-comida-estragada-saiba-evitar