Superintendentes da PF apoiam Andrei em meio à crise com STF
Nota assinada pelos 27 superintendentes regionais reforça independência da corporação após embate com ministro André Mendonça
Emanuelle Menezes
Os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram, nesta quinta-feira (6), uma nota pública em defesa da atuação institucional da corporação e em apoio ao diretor-geral, Andrei Rodrigues. O posicionamento ocorre em meio ao agravamento da crise entre a cúpula da PF e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator de investigações envolvendo o caso das fraudes no INSS.
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No texto, os chefes das superintendências estaduais afirmam que a Polícia Federal consolidou, ao longo de seus 82 anos de história, uma atuação baseada na Constituição, na legalidade, na imparcialidade e na defesa do Estado Democrático de Direito.
A nota também destaca que a credibilidade da instituição decorre da atuação técnica e independente dos servidores, "orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico".
"A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei", afirma o texto.
Sem citar diretamente o ministro André Mendonça ou os episódios recentes envolvendo o Supremo, os superintendentes defendem que a preservação da independência técnica das investigações e da autonomia administrativa é indispensável para o cumprimento da missão constitucional da corporação.
"Tais garantias existem em benefício da sociedade e da correta aplicação da lei", diz outro trecho.
Ao final, os 27 superintendentes reafirmam confiança na direção-geral da Polícia Federal e defendem a preservação de uma instituição "forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional".
A tensão aumentou após Mendonça determinar que a PF encaminhasse imediatamente ao Supremo todas as informações e perícias produzidas nas investigações e fosse obrigada a comunicar previamente qualquer eventual troca ou afastamento de delegados responsáveis pelos inquéritos.
O atrito, no entanto, começou meses antes, quando Mendonça determinou que Andrei Rodrigues não tivesse acesso a informações de determinados inquéritos conduzidos sob sua relatoria. Na ocasião, Rodrigues afirmou que respeita, há mais de duas décadas, a regra de não interferir em investigações conduzidas por delegados subordinados.
Superintendentes da PF apoiam Andrei em meio à crise com STFNota assinada pelos 27 superintendentes regionais reforça independência da corporação após embate com ministro André MendonçaPolítica2026-08-06T15:30:26.696ZOs 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram, nesta quinta-feira (6), uma nota pública em defesa da atuação institucional da corporação e em apoio ao diretor-geral, Andrei Rodrigues. O posicionamento ocorre em meio ao agravamento da crise entre a cúpula da PF e o , relator de investigações envolvendo o caso das . No texto, os chefes das superintendências estaduais afirmam que a Polícia Federal consolidou, ao longo de seus 82 anos de história, uma atuação baseada na Constituição, na legalidade, na imparcialidade e na defesa do Estado Democrático de Direito. A nota também destaca que a credibilidade da instituição decorre da atuação técnica e independente dos servidores, "orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico". "A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei", afirma o texto. Sem citar diretamente o ministro André Mendonça ou os episódios recentes envolvendo o Supremo, os superintendentes defendem que a preservação da independência técnica das investigações e da autonomia administrativa é indispensável para o cumprimento da missão constitucional da corporação. "Tais garantias existem em benefício da sociedade e da correta aplicação da lei", diz outro trecho. Ao final, os 27 superintendentes reafirmam confiança na direção-geral da Polícia Federal e defendem a preservação de uma instituição "forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional". Crise entre PF e André Mendonça A manifestação ocorre em meio ao , relator de inquéritos relacionados à Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A tensão aumentou após Mendonça determinar que a PF encaminhasse imediatamente ao Supremo todas as informações e perícias produzidas nas investigações e fosse obrigada a comunicar previamente qualquer eventual troca ou afastamento de delegados responsáveis pelos inquéritos. No fim de julho, em um movimento considerado incomum, a . Nos bastidores, investigadores avaliam que as medidas representam uma tentativa de controle sobre a gestão da PF e extrapolam as atribuições do relator. O atrito, no entanto, começou meses antes, quando Mendonça determinou que Andrei Rodrigues não tivesse acesso a informações de determinados inquéritos conduzidos sob sua relatoria. Na ocasião, Rodrigues afirmou que respeita, há mais de duas décadas, a regra de não interferir em investigações conduzidas por delegados subordinados.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/superintendentes-da-pf-apoiam-andrei-em-meio-a-crise-com-stf